13 séries que eu adoro

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Um tempo atrás, Francisco me marcou numa dessas correntes de Facebook que mandava listar séries. Eu tentei pensar várias vezes sobre isso. Cheguei a escrever várias listas. Mas, e eu tenho que ser honesta sobre isso, queria assistir ao revival de Gilmore Girls primeiro.
E jamais ia conseguir fazer uma lista desse tipo sem dar pelo menos uma explicação rápida.
Então, é isso:
1. Gilmore Girls.

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Construiu meu caráter, moldou minha personalidade. Essa série é meu espírito animal. É tudo o que eu sou e tudo o que eu quero ser. Eu, moradora de cidade imaginária.
2. How I Met your mother

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Começou por causa de Jason Segel, mas eu amo todo mundo lá, menos Robin. Pra mim, a série acabou quando ele disse “e foi assim que eu conheci sua mãe”. O mais é nada. Eu queria ter aqueles amigos e aquele bar, sofri horrores quando o pai de Marshall morreu e é isso.
3. Mad Men

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Eu te amo, Beth.
4. Being Erica

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Série canadense que é meu sonho da vida. Uma terapia que joga você de volta ao seu passado pra corrigir todos os seus erros. Dr. Tom melhor psicólogo.
5. Hell on Wheels

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To economizando a última temporada. Não estou pronta pra dizer adeus.
6. The Tudors

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Tenho uma queda super séria pela monarquia medieval que resolve as tretas com um sonoro “cooooortem as cabeças”. Já falei sobre ela aqui. E tem Henry Cavil ne?
7. Switched at birth

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Fofa fofa. Vai começar a última temporada em janeiro e olha, podia durar pra sempre. A série trata muito bem uns temas complicados, metade do elenco é surdo, por exemplo. Eu adoro.
8. Boy meets world

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Eu queria um professor como o Mr Feeney. E eu adoro tanto que saiu Girl meets world, com os mesmos personagens, só que com a filha de Corey e eu adoro também. É uma daquelas séries de bom astral que faz você querer ter tido aquela infância.
9. Arquivo X

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Daí veio o meu amor por conspiração e monstros.
10. The Pretender

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era sobre um cara que tinha o super poder de ser o que ele quisesse. sonho da minha vida. Série que ninguém viu, só eu e uma amiga minha que passávamos tardes de domingo especulando sobre.
11. Everwood

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Qual o meu problema com cidade pequena em lugares frios? E tem a jovem April Kepner – que já era chata – e o jovem Chris Pratt, que já era ótimo.
12. Scrubs

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Muitas verdades. E eu sou muito os delírios de JD.
13. Dance Academy

Bailarinas.

Eu te amo, Jenny Lawson

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Eu não me lembro a primeira vez em que eu tive noção do quanto eu sou estranha. Mas eu me lembro de algumas vezes em que eu percebi que tudo bem ser estranha e de outras em que eu não estava sendo a única pessoa esquisita no recinto. Eu me lembro de me sentir maravilhosa, porque, vamos e convenhamos, existe uma certa paz interior que você só conhece de verdade quando encontra outra pessoa capaz de conexões cerebrais tão absurdas quanto você.

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Por causa de uma série de tretas psicológicas, eu nunca mais tinha sentido essa conexão com meus pares, porque gente é uma coisa que me dá uma exaustão imensa. Então eu tenho me tornado uma pessoa que acha gente ótimo desde que não tenha contato direto e esteja a salvo de interações.

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Aí um dia desses o kindle, que eu gosto de chamar de Melhor Pessoa, veio com essa sugestão de leitura: um livro com um guaxinim na capa com as mãos jogadas para o alto em um hi5 duplo empolgado e uma expressão de júbilo que não sabemos se devido a cocaína ou a uma deficiência mental que impede de entender o mundo. Fiquei imediatamente apaixonada. Baixei a amostra porque eu sou muquirana e preciso folhear o ebook antes de jogar de verdade na biblioteca. Ela começa falando sobre o primeiro livro dela e eu imediatamente parei a leitura e fui catar o primeiro. Foi quando a minha vida se transformou novamente naquele calorzinho gostoso de quando a gente descobre que não é a única pessoa que acredita que Jesus Cristo foi o primeiro zumbi.

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Jenny Lawson, que eu poderia chamar de minha melhor amiga mas chamo de A Mulher do Guaxinim, escreve com muita alegria sobre as coisas horríveis da vida e da mente de um ser humano com depressão E transtorno de ansiedade. E por dois livros inteiros, eu não me senti inadequada e maluca de um jeito ruim. Eu te amo, Mulher do Guaxinim.
Aí resolvi que vou dar o livro da Mulher do Guaxinim A TODO MUNDO QUE PRECISE LIDAR COMIGO E NÃO SABE COMO.
Vai ser um natal terrível pra quem não gosta de ler nessa família, mas natal é um trem meio pombo ne? Sorte é quando não é um desastre completo.

Facebook_AlucinadamenteFeliz_Pt1Mas a melhor parte é que o guaxinim existe de verdade e se chama Rory. Jenny não sabe, mas ela é minha pessoa preferida. Qualquer pessoa que batize animais empalhados e tenha animais empalhados vestidos ou posicionados de modo estranho e se vista de coala para visitar coalas na Austrália certamente é. Não que eu faça isso, mas eu entendo o apelo.

parabéns.

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Quando eu conheci Filipe, não tinha a menor ideia de que ele ia virar um dos meus melhores amigos. Tipo de ser a primeira pessoa pra quem eu conte coisas que não conto pra ninguém além do meu marido ou do meu diário. Coisas que nem são coisas ainda, são só delírios ainda. Ou só uma necessidade.
Eu não me lembro quanto tempo faz que a gente é amigo. Mas ele já era treinador de pokemon e eu já era chata pra caramba. A coisa partiu mais ou menos daí. Temos algumas pequenas tradições, como O Textão de Aniversário, e esse ano, graças ao facebook, eu percebi que está quebrada a maldição que eu achava que tinha: toda vez que eu escrevia sobre uma pessoa que eu gostava, tinha uma coisa que me fazia não gostar mais da pessoa.
Já escrevi MONTE DE TEXTÃO para e sobre Filipe e o amor só aumenta. E o orgulho, também. E a saudade já cresceu de monte só com o anúncio da notícia que ele vai passar um tempo trabalhando fora do país. E a ideia dele ir pra fora do país tá me dando a sensação de que na verdade ele tá indo pra Saturno.
Tem, sim, aquela parte cheia de orgulho, mas eu sou uma pessoa que quer controlar tudo e eu não posso controlar fuso horário. Resta sorrir e ser feliz com ele.
Mas aí é aniversário de Filipe e eu quero elevar o jogo e tirar o textão de aniversário do facebook e jogar no blog porque ele é importante assim e é um jeito dele saber disso.
Filipe, um ano extraordinário pra você. E por melhor que seja, vai só uma fração do que você merece.

Torta de maçã

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Eu estava olhando minha coleção de livro de culinária e resolvi testar uma receita nova de torta de maçã. Eu adoro torta de maçã. Aliás, torta de fruta em geral. Alguma coisa em fruta assando me faz muito feliz.
Torta de maçã tem aquele cheiro que empesteia a casa e parece que a pessoa mora dentro de um abraço caloroso. Muitamô.
Eu peguei a receita de Dani Noce, mas dei uma adaptada para a minha realidade. Foi assim ó:
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MASSA

3 xícaras + 1/3 de FARINHA DE TRIGO
3 colheres de sopa AÇÚCAR
Uma pitada de SAL
1/2 colher de chá de CANELA
300 gramas de MANTEIGA SEM SAL gelada
1 GEMA
80ml de ÁGUA BEM GELADA

RECHEIO

2 MAÇÃS VERDES
1 MAÇÃ FUJI ou ARGENTINA (usei maçã da Mônica que tavam murchando na geladeira – gaveta das frutas, o lugar onde você vê a decadência do envelhecimento. – e botei umas 2 ou 3)
180 gramas de FRUTAS VERMELHAS congeladas (eu usei framboesas e mirtilos, mas se você não quiser usar, basta acrescentar mais uma maçã) (não usei porque aqui em Mossoró non ecziste essas coisas)
Raspas e suco de 1 LIMÃO (botei 3 pequenos, mas não usei as raspas)
1 xícara de AÇÚCAR (usei mascavo)
2 colheres de sopa de CANELA EM PÓ
1/2 colher de chá de GENGIBRE EM PÓ (aqui também não tem isso, eu botei umas duas colheres de sopa de melado, que não tem nada a ver com gengibre, mas eu acho que vai muito bem com maçãs, canelas etc)
1/4 de colher de chá de CRAVO EM PÓ (DETESTO CRAVO, não botei)
1/4 de colher de chá de MOSTARDA AMARELA EM PÓ (não botei também)
1/4 de colher de chá de NOZ MOSCADA ralada na hora
2 colheres de sopa de AMIDO DE MILHO ou FÉCULA DE BATATA
MASSA

Misture os secos no processador. Quando estiver homogêneo, distribua a manteiga em cubos sobre a farinha e processe até obter uma farofa úmida e com pedaços visíveis de manteiga.
Adicione a gema, feche o processador e processe novamente, desta vez acrescentando a água ’os poucos até que a massa se forme por completo.
Divida a massa em duas partes, sendo a primeira parte 2/3 do total e a segunda parte, 1/3 restante. Abra ambas entre folhas de papel manteiga num formato redondo e com aproximadamente 5mm de espessura.
Leve as massas à geladeira para descansar por 2 horas.

RECHEIO

Corte as maçãs em quatro partes iguais e fatie-as finamente. Misture todos os ingredientes do recheio e reserve.
Enquanto isso, arrume a maior parte da massa em uma forma de torta (aprox. 22cm de diâmetro) e leve-a ao congelador por 30 minutos.
Depois de uma hora e alguma coisa das maçãs na marinada, eu separei as maçãs e botei a manteiga no fogo até formar um caramelo bonitão, porém mais fino. Aí acrescentei o amido de milho e mexi, ficou um mingau. Depois eu olhei a receita e vi que ela diz pra botar o amido sobre as maçãs já na torta semi-montada e eu fiquei me achando a pessoa mais lerda do universo, só que quando a torta assou, tinha ficado uma delícia e eu resolvi manter o método.

Com a menor parte da massa, prepare o trançado que vai cobrir a torta: corte fatias de aproximadamente 1cm com um cortador de pizza ou mesmo com uma faca.
Asse a torta em forno pré-aquecido a 200˚C por aproximadamente 40 a 50 minutos e depois só se jogar.

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Essa deprimida sou eu

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Ter depressão, para mim, é um processo de esquecimento. Eu esqueci as metas traçadas ainda menina; esqueci de marcar (e comparecer) a um barzinho com as amigas de colégio; esqueci de ir visitar minha vó e minha tia; esqueci de estar lá e ver meus primos crescerem. Esqueci de levar a cachorra para passear; esqueci de tirar foto naquele dia bom e dos dias bons como um todo.

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Esqueci de participar da vida do meu tio-irmão e de ser uma tia-prima dos filhos dele. Ter depressão é tomar sustos. Um dia eu descobri que meus primos caçulas, filhos do meu tio-irmão, já estavam grandinhos e eu nunca tinha nem visto o menor! Um dia a minha prima que era a luz da minha vida quando eu era adolescente já tinha 17 anos. Ter depressão é se afastar sem querer, porque eu funciono em um mundo diferente e não consigo me dar conta de que o mundo de verdade não espera até ver que faz muito tempo que o boi já foi com a corda.

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Ter depressão é diferente de ser triste. E isso deixa mais difícil de diferenciar um do outro e começar a tomar as medidas necessárias. Tratar a depressão é como malhar muito, pesado, como esse pessoal maluco do crossfit. É como se eu nunca tivesse me mexido e de repente começasse a virar pneu de trator com um braço só. É conseguir virar o pneu.
Tratar a depressão é como recuperar a memória de todas as coisas que pareciam esquecidas. Tratar depressão é um processo muito lento de perder o medo. A minha depressão é, em grande parte, um medo incorporado em coisas inofensivas e em grandes coisas também. Medo de sair na rua, de cair, de assalto, de perder alguma coisa, perder alguém, de dirigir, de falhar, de tudo. É também colocar o resto do mundo inteiro na fila prioritária da minha atenção.Tratar o problema é aprender a ver cores. É usar óculos pela primeira vez e ver a vida entrar em foco. A minha vida. A minha pessoa.
Hoje eu fui tomar banho, e enquanto eu mexia no spotify, achei uma playlist de pop nostalgia. Tratar a depressão é tirar o chinelo e dançar no chuveiro grandes keep on moving e livin’ la vida loca.

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Tratar a depressão é tomar um banho de 40 minutos dançando sem parar e estar toda quebrada, mas feliz, duas horas depois. É se amar por isso.