2+2=1

Publicado em Contos

Estava perdidamente apaixonada por dois homens diferentes. E não poderia haver dois homens diferentes mais diferentes um do outro como eles dois no mundo. Se por um temia o encontro por receio e insegurança o outro só a fazia sonhar e sentir borboletas no estômago. Se por um se preocupava e sentia falta e se divertia com a cumplicidade bem humorada enquanto não se sentia totalmente a vontade por não estar sempre feliz sentia que com o outro estaria sempre tudo bem por ele ter sempre o controle da situação lhe protegendo e guiando. Gostava de ser conduzida.

A verdade é que queria tudo. E os dois são tudo o que ela não era e, em sua estranha mania de se conter em mil lances infinitos de mil faces outras daquela que se revela, pertencia aos dois e só deles poderia ser porque não há vida longe daqueles por quem amanhecia e anoitecia.

Sentia que um deles amava qualquer coisa que tinha que parecia deixar tudo mais simples, enquanto o outro lhe admirava a inconstância e para ela queria representar o peito onde ela se encostaria com a filha enquanto lhe acarinhava as ondas castanhas de seus cabelos. Um lhe deixava ter controle total de sua vida o outro lhe conduzia rumo à felicidade. “Gosto de ser mandada…” pensou com um sorriso sacana enquanto se escondia de um para estar com outro. Por vezes chegou a duvidar de seu próprio sentimento e se recusou a responder recados na secretária eletrônica. Queria e não queria. Sabia que era errado mesmo não havendo oficialidade em nenhuma das relações. Não queria ferir ou enganar seu próprio instinto e seu instinto lhe dizia que era os dois a quem amava.

Queria a alegria descontraída e inteligente de um e o outro lhe parecia irresistível de boxer preta; se um lhe forçava a tomar decisões por ser um homem e querer que ela fosse mulher, o outro lhe conduzia por onde julgasse mais apaixonado para ela, pois ela era a sua princesa.

No jogo em que um homem ótimo ama uma mulher que não ama ninguém só ela ganha. Ser amada é um presente. Amar também. E não é dado a todos. Quando se é uma mulher que ama dois homens e por eles é amada o problema é maior. Estados monogâmicos por vezes me irritam. Nem ela se permitiria ter os dois. Digo ter porque já pertencia aos dois e não imaginava sua figura livre destituída de qualquer deles.

Quando se é uma mulher que ama dois homens e não se permite liberar aqueles instintos mais profundos de qualquer amor maior somente ela perde. Por sentir que engana os dois sem enganar ninguém. Por amar os dois sem ter nenhum. Por saber que precisa escolher e ter certeza de que não amará menos nenhum deles. Por ser inteira, completa, serena e plena por se saber pertencer aos dois exatamente na mesma proporção. Por saber que escolhendo qualquer deles não será novamente plena e ainda assim amar os dois.

Acudiram três cavalheiros

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Pois é. Acordada e são três e meia da manhã. Pescoço estralando, costa doendo, MSN absolutamente impagável. Mas aproveito a madrugada pra anunciar as mudanças já visíveis. Já que eu não vou dormir mesmo, vou cumprir a promessa e ser uma boa amiga.
Li no Blog do Lua que ele tava com umas dúvidas sobre como mudar o layout do blog. Como também não sabia, resolvi escrever pra ensinar todo mundo de uma vez porque com certeza vão me perguntar como foi que essa foto chegou aí em cima. Tudo começou com Rafael. Lá no Depósito do Calvin tem uns links ótimos e eu acabei chegando em outros blogs. Com comentários que deixei por onde eu andei o blog foi ganhando outros leitores porque graças aos céus eu não sou a única curiosa no mundo e do mesmo jeito que eu cliquei nos links que achei interessante outras pessoas clicaram no meu endereço também.
Um belo de um dia comecei a receber emails bem estimulantes e lisonjeiros pedindo pra eu fazer um banner de modo que facilitasse a publicidade do meu trabalho. Como assim Bial? Publicidade? Meu trabalho? Nunca encarei o blog como trabalho, aliás, eu não encaro muita coisa como trabalho. Não que seja irresponsável, é que gosto de me divertir fazendo tudo o que tenho que fazer. Tanto faz se é um pedido de oitiva por precatória. Já entendi que a gente tem que ser feliz no caminho inteiro e não só quando chegamos lá. Mas isso é outro post, em outro blog.
Depois dos emails fiquei me sentindo a própria imperatriz da cocada preta e comecei a conversar com quem eu achei que podia me ajudar. Rafael! Conversei com ele e falei da idéia do layout e ele me fez dois modelinhos que ficaram ótimos. Não coloquei aqui porque o blog acabou sofrendo alterações e desatualizou a arte que ele tinha feito. As alterações vieram num outro email, de Alesson que me passou várias dicas ótimas e escolhi pela babá. Obrigada Alesson, se a tatuagem vier nos chilitos de RBD eu faço, mas você me assustou com aquele papo.
De posse do “slogan”, fui me arriscar no photoshop e, como apanho até do paint, ficou uma droga né? Mandei pra o meu amigo plantador de almeirão que é diretor de arte, Ivan. Dono de um coração absolutamente fantástico ficou de fazer uma arte nova. E fez! E ficou linda!Fofa! Amei!!! E vocês?Ivaaaaannnn!!!! Muito muito muito obrigada!Prometo escrever que o almeirão é a melhor hortaliça que o homem já cultivou(almeirão é hortaliça né?!) e boa sorte com o seu plano de dominar o Sistema Solar.
Depois, tinha que descobrir como pegar aquela imagem nos meus emails e levar pra o cabeçalho do blog. E agora? Quem poderá me defender? Ele! Rafael! Que depois de uma explicação que não surtiu efeito nenhum porque de html eu só entendo que é um terreno que eu não domino, se compadeceu de mim e fez a gentileza de colocar aqui. Não sei vocês, mas eu achei lindo.
Pois é, graças aos talentos de Rafael com html pra colocar a imagem hilária que Ivan fez, meu blog agora tem uma “cara”. Aeeee!Rafael tu é melhor que dinheiro achado em calçada alta! Muito obrigada mesmo, adoro você mais que coca cola de garrafa(porque não me dá dor de estomago), mais que Bruce Willis(porque é mais engraçado que ele) e você ainda é melhor que leite condesado moça porque não é enjoado e me mata de rir sempre.Adoro você!
Beijo,
Ps.: to caindo de sono, e só estou postando agora porque prometi pro Rafael que postaria. Possíveis erros agradeceria imensamente se fossem informados.

Passou!

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Texto velhinho caducando que achei perdido por aí

Depois de ter uma raiva nível 6 numa escala de 1 a 5 e finalmente entender que não adianta discutir, resolvi ir até a minha belíssima pasta de mp3 e ouvir alguma coisa que me acalmasse o espírito e estava procurando Get up Stand up do genial Bob Marley quando avistei aquela pasta esquecida.

Sim! Lá estava! Guns’n Roses! Lembrei da mocinha que eu era. Anna Ingrid Rose porque eu comecei a ouvir Guns depois de parar de ouvir os Backstreet Boys (Anna Richardson, tosco né?). Parte da graça eram os belos olhos azuis de Axl e aquele shortinho de lycra vermelho. Mais até que a música.

Abri o Winamp e dá-lhe Guns! É… Continua legal, mas meu ouvido anda treinado pra ouvir batidas mais amenas e versos mais poéticos, não que yesterday não seja linda. É só que “eu te amo” é bem mais. Eu até gosto, não me incomoda se estiver tocando e ainda acho ótimas as guitarras, pianos, vozes, gritos, gemidos e o diabo a 4 que eles tenham usado e ainda sei todas as músicas, eu simplesmente ando ouvindo outras coisas.

Acho que meus dias de roqueira estão definitivamente no passado.

Oi Povos!

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Faz um tempinho que não posto né? Não esqueci do blog. Na verdade estava pensando mesmo nele. Muito. Atendendo aos pedidos insistentes e carinhosos estou reformulando o blog. Algumas mudanças já estão visíveis e devidamente constituídas, como o título e a descrição lá em cima. E quanto a isso tenho que agradecer especialmente a Álesson, amigo de todas as horas e de quem sou fã desde que li um sonetinho que ele fez p uma amiga em comum. Aliás, ele fez um poema pra mim muito fofo que eu tenho até hoje. E isso já tem anos, a gente ta ficando velho mesmo né?

Também não tenho escrito porque nada que ta acontecendo, e acontece muita coisa, foi digerido ainda pra virar texto e tomar conta de três blogs, estudar e fazer nada toma muito tempo. E estou vendo aí a parte visual do blog, que podem esperar que vai mudar muito em breve, já agradecendo antecipadamente Rafael, sempre um amor, e Ivan, ótimo com promessas e com artes gráficas..

Aproveito pra agradecer ao público fiel do Caderno, que já era cativo desde os tempos espaciais e pra acalmar os ânimos com promessas de postagens inéditas. E pra prometer mudanças maiores por lá também. Pra quem não sabe, o menina espacial virou um dia a tapioca vira. E ainda não decidi o que fazer com ele. Por enquanto ta lá. Aproveitem!

O mundo fica bem mais divertido… Será?

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Não resisti. Quando terminou o vídeo, admito que estava com algumas lágrimas a menos. Eu lembro de quase tudo o que passa e não consigo deixar de lamentar que meus primos e meus futuros filhos não poderão pegar carona nos rabos de cometa que nós pegamos. Continuo vendo desenho animado e nenhum herói de hoje é como o He-Man, e a Feiticeira com aquela caverna super poderosa continua charmosa mesmo com a má qualidade dos vídeos que vi na internet.

Não sei. Acho que estou ficando velha por já estar começando frases com “no meu tempo…”, mesmo achando que o meu tempo é hoje. Como é o de todo mundo. Mas tenham paciência comigo. Ainda tenho medo do Mestre dos Magos, ensaio um cólera do dragão no chuveiro sempre que me lembro, tenho um áudio do Gargamel dizendo “eu odeio smurfs” como toque de celular e grito ser a “Fera Neném” nos meus melhores sonhos.

Quando era menor, porque criança ainda sou, brinquei de mola maluca e de bate-bate e recentemente realizei um sonho antigo de comprar uma pistola d’água numa loja de R$1,99 que achei por aí. Dizendo que era para o meu primo, claro. É por ele que fico mais nostálgica. Deve ser chata a infância sem aquela inocência que a gente tinha e o programa da Xuxa não é mais o que era, ou fomos nós que crescemos? Acho que não. Hi Hi Puff Yami Yumi Show é chato mesmo. Como a maioria dos desenhos de hoje. A maioria não é todos, alguns são ótimos. A minha prima diz que quando crescer quer ser a Joelma e não posso deixar de ficar triste com isso.

Às vezes acho que Shyriu é o homem da minha vida. Eu era apaixonada por um desses astros hollywoodianos e quando eu fui crescendo ele foi ficando feio. Shyriu continua especial. Aquele cabelo enorme dele era um dos meus sonhos e sempre achei o Seya chato e óbvio, Fenix interessantíssimo e Shun meio afeminado. Shyriu ainda é viciante. E ainda sei as músicas, pode perguntar.

Nascer hoje significa ser criado pela internet e meus maiores traumas estão ligados a jamais ter conseguido soltar pipa e nem pião na rua. Mas brinquei muito, cortei papel, sonhei com a nave da Xuxa, chorava muito vendo a Maria Joaquina pisar no Cirilo. Aliás, uma decepção que tive esses dias foi saber que a Maria Joaquina posou nua e Macaulay Culkin, ainda acho que só é natal se passar “esqueceram de mim” e “e.t.”, virou viciado em drogas,isso acaba com qualquer infância.

Não é que hoje tudo seja ruim e só os saudosos anos 80 e 90 valessem a pena viver. É só que hoje as coisas acontecem rápido demais, e os desenhos animados só acompanham a nova junventude bem melhor informada que as crianças que fomos/somos. Daí Timmy Turner ser tão engraçado, é um desenho de senso de humor adulto que qualquer criança de hoje entende.

Deixa pra lá, ao menos eles ainda têm o Chaves.

P.s: Um abraço especial em agradecimento a

  • Marquinhos
  • por ter me passado o vídeo. Bj Moço!