Carnaval

Publicado em Contos

O que sobrou da festa não virou mais que lembrança e algodão sujo de maquiagem. A lágrima do Pierrô que se diluiu em leite de colônia e a Colombina eleita não passava de uma mulher maravilha perdida em uma noitada de álcool e serpentinas. Carnaval é assim mesmo.

Ela estirou o braço e tocou o desconhecido sentado na cama que lhe observava o sono. Não lhe restaram dúvidas de que a fantasia era melhor que a realidade, mas ele tinha lá seu charme. Tateou e achou o cigarro jogado em qualquer parte. Não lhe perguntou o nome, certas coisas é melhor não saber pra não lembrar. Carnaval é assim mesmo.

Ele a viu acordar e sorriu. Ela levantou sem lhe dizer palavra, parecia ainda bêbada e não seria ele a iniciar o constrangido diálogo pós-coito entre dois desconhecidos embriagados. Viu quando ela se esgueirou pra fora da cama e começou a vestir os pedaços da fantasia e lhe sorriu encabulada. Tinha alguma coisa tatuada no pescoço que lhe pareceu familiar. Pouco importava. Ela não viraria nem mesmo história de bar por não se lembrar de nada. Carnaval é assim mesmo.

Ela perguntou onde estavam, ele respondeu que não fazia idéia e lhe convidou novamente a cama para tentar reconstruir as lembranças da noite. Nada. Ela era amiga da dona da casa. Ele, primo do namorado da amiga dela. Ela contou que tinha terminado publicidade e normalmente não dorme com desconhecidos. Claro que não, mulher nenhuma faz isso. Mas que no ano anterior também tinha acontecido de acordar na praia com um desconhecido e uma tatuagem, tinha visto?

Ele lembrou a praia, a tatuagem e que antes os cachos morenos eram ruivos. E ela tinha acabado de terminar administração. Sorriu malicioso e se distraiu pensando em como seria o carnaval do ano seguinte. O mundo é muito pequeno. Normalmente as fantasias combinavam, mas depois de oito doses de uísque ninguém se importa muito se a colombina usa tiara e participa da Liga da Justiça. E daí? É Carnaval…

Trilha sonora do conto foi a música tema de Scrubs q finalmente consegui baixar!

Carnaval

Publicado em Contos

O que sobrou da festa não virou mais que lembrança e algodão sujo de maquiagem. A lágrima do Pierrô que se diluiu em leite de colônia e a Colombina eleita não passava de uma mulher maravilha perdida em uma noitada de álcool e serpentinas. Carnaval é assim mesmo.

Ela estirou o braço e tocou o desconhecido sentado na cama que lhe observava o sono. Não lhe restaram dúvidas de que a fantasia era melhor que a realidade, mas ele tinha lá seu charme. Tateou e achou o cigarro jogado em qualquer parte. Não lhe perguntou o nome, certas coisas é melhor não saber pra não lembrar. Carnaval é assim mesmo.

Ele a viu acordar e sorriu. Ela levantou sem lhe dizer palavra, parecia ainda bêbada e não seria ele a iniciar o constrangido diálogo pós-coito entre dois desconhecidos embriagados. Viu quando ela se esgueirou pra fora da cama e começou a vestir os pedaços da fantasia e lhe sorriu encabulada. Tinha alguma coisa tatuada no pescoço que lhe pareceu familiar. Pouco importava. Ela não viraria nem mesmo história de bar por não se lembrar de nada. Carnaval é assim mesmo.

Ela perguntou onde estavam, ele respondeu que não fazia idéia e lhe convidou novamente a cama para tentar reconstruir as lembranças da noite. Nada. Ela era amiga da dona da casa. Ele, primo do namorado da amiga dela. Ela contou que tinha terminado publicidade e normalmente não dorme com desconhecidos. Claro que não, mulher nenhuma faz isso. Mas que no ano anterior também tinha acontecido de acordar na praia com um desconhecido e uma tatuagem, tinha visto?

Ele lembrou a praia, a tatuagem e que antes os cachos morenos eram ruivos. E ela tinha acabado de terminar administração. Sorriu malicioso e se distraiu pensando em como seria o carnaval do ano seguinte. O mundo é muito pequeno. Normalmente as fantasias combinavam, mas depois de oito doses de uísque ninguém se importa muito se a colombina usa tiara e participa da Liga da Justiça. E daí? É Carnaval…

Trilha sonora do conto foi a música tema de Scrubs q finalmente consegui baixar!

Blá, blá, blá…

Publicado em Idiossincrasias

Eu até tinha uma historinha bem legal pra contar pra vocês, mas minha conexão fugiu pra a República Tcheca junto com a inspiração. Por estes lados, ficou só a vontade de postar. Será que basta?

Não, né?! Pensei em inventar aí qualquer coisa, mas não ando muito criativa. É final de semestre e tudo o que eu penso é em ficar de férias, regular o meu sono e principalmente o meu humor. Quando tudo isso passar, eu vou fazer as aulas práticas da auto-escola pra ver se o meu irmão não fica habilitado antes de mim e pra parar de ouvir as piadas da minha mãe que estão cada dia mais sem graça, só ela que não vê.

Estou tentando manter os blogs atualizados com uma certa regularidade, mas a proposta do Caderno nunca foi ser atualizado diariamente, era mais pra publicar textinhos bobos e só. O detalhe era só que deveriam ser escritos nas madrugadas, como esse(levantei duas da manha e não dormi mais, massa né não?).

O que eu escrever além disso, vai pra outros lugares, que devem estar linkados aqui ao lado, como o caçula A Princesa e o Canalha, que só mesmo Daniel pra me convencer de fazer. Lá eu falo sobre a vida de princesa e ele sobre ser canalha, e nós dois falamos do que der na telha.

Boa madrugada pra quem for de madrugada, e bom dia e variantes pra todo mundo. Vou tentar dormir de novo.

Bjs

Respeitável Público

Publicado em Idiossincrasias

Queria avisar que o blog vai deixar de ser prioridade- eu sei que parece mentira, mas o blog é prioridade sim senhor. Quando não posto é com medo de escrever besteira.- porque eu tomei umas decisões e tracei umas metas que quero cumprir, e preciso estudar mais. Mas vou atualizar, palavra! Aguardem também novas mudanças no blog. Na minha vida também.

Sei que a razão de ser do blog é atender aos pedidos de amigos que desde o tempo que Merthiolate ardia me pedem pra publicar o que escrevo. Sei também que por mais que eu apareça relapsa, eu realmente gosto desse espaço, as postagens são esporádicas porque nem toda madrugada é interessante e quase nenhuma anda me estimulando nesse quesito. Aqui eu quero só o que for escrito com leves pitadas de literatura, como diz Daniel, amigo de infância que se perpetuou no tempo mais que a nossa promessa de não cortar o cabelo nunca.

Quem me conhece sabe que escrever é uma teimosia antiga que alguns cadernos queimados não conseguiram apagar, e o que não cabe aqui ia parar nos outros blogs, o da tapioca que ta esquecido tem uns dias e o anônimo, o causador de discussão e problemas vários.

Queria elucidar o mistério dizendo que excluí o blog. Pois é. Não há mais razão para discórdia, intriga e chantagem. Joguei a toalha. Terão de se concentrar com as atualizações perdidas do Caderno. O que eu escrever sobre os problemas que é melhor não resolver serão colocados na lixeira do meu computador que será limpa todas as vezes que for usada. Ou então vira email pra Davi, recurso cada vez mais utilizado, até porque ele ta longe o suficiente pra não ser afetado por eles, certo “kerido”?! Se não entrar nem em um nem outro nos resta apenas torcer pra não me dar ulcera.

São 05:28 da manhã. Tenho que deitar pra acordar e ir pegar uns filminhos.