Gustavo

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Ultimamente tudo tem tido uma áurea de maternidade, não que eu esteja grávida, é a minha amiga que está. Ela não é a primeira amiga minha que engravida, mas é a que mora aqui e como eu a vejo todos os dias é a gravidez com a qual eu tenho mais contato.
A barriga dela ta enorme, entrando no sétimo mês e ela nunca foi tão bonita. Não tiramos uma foto da barriga dela com uma cara de smile mas a gente cheg lá. Há qualquer coisa de sagrado no rosto dela agora, a mim, que ainda não tenho filhos é um jeito de exercitar o meu instinto maternal com o meu sobrinho torto, que eu sei que ta crescendo seguro lá dentro. Não vejo a hora de ver o rostinho dele, aquelas mãozinhas fofas de neném… aiinnnnnnnn.
E fica a minha cabeça caraminholando se eu vou ser uma boa tia ou se vou mimar demais o Gustavo. De qualquer modo, todos os chocalhos, mordedores, fraldas e macaquinhos que eu vejo eu já imagino como ficariam nele e com ele. Se ele vai torcer pelo Baraúnas como a mãe – é minha amiga, claro que não torce pelo potiguar ne? – e já o vejo jogando bola por aí.
Ainda não decidi o que eu vou dar de presente ao meu sobrinho que ainda não nasceu, mas já planejei os presentes de aniversário até os 15 anos, pelo menos. Sei lá… Apesar de ter um certo medo do mundo que ele vai encontrar não deixo de acreditar que ele vai ser uma criança muito feliz.
Tios pra babar não vão faltar.

Pequenas humanidades

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Estou doente. A minha garganta dói. As minhas articulações doem. Meu abdômen dói. Minha cabeça dói. Eu fico moída sem muito esforço e estou anêmica porque abandonei aquele papo de vida saudável e alimentação balanceada pra me alimentar com Coca-Cola e besteira no café da manhã. A minha médica me recomendou repouso. Disse pra eu não me esforçar e está lutando bravamente pra me reeducar alimentarmente pra eu passar a ser humana outra vez.
Estudo na UERN. Curso Direito. Um desses filmes melosos e engraçados que eu gosto diz que faculdade de direito é pra gente feia, mal amada, arrogante e frustrada. Estou lá dentro já tem longuíssimos quatro anos e sou obrigada a admitir. É verdade. Não é unanimidade, mas é algo bem comum lá dentro. Encontrei pessoas maravilhosas, mas conheci cada troço que me fizeram capazes de sentir coisas que eu não tinha conseguido sentir ainda. Tudo bem. Eu agüento. Estou crescendo com isso. E aprendendo a me manter bem longe.
A faculdade não me ensina nem um treze avos do que deveria ensinar e a minha professora de ‘concional’ me diz que o curso só me exige duas coisas: freqüência e nota. Ouquei. Eu tento. As notas são mais fáceis que a presença, devo acrescentar. E como as aulas são uma tortura assíria porque chinês não é de nada, você vai e faz aquele famoso pacto de mediocridade de fazer de conta que presta atenção no que o professor faz de conta que ensina. Não é de todo ruim, se você estuda em casa seu proveito é bem maior, eu garanto.
A faculdade te exige um estágio, que em regra serve pra te ensinar na prática o que te ensinam em teoria. A remuneração é o próprio aprendizado, que depois de uma certa idade você entende que não importa se você se tornou um gênio por causa do estágio, você ainda precisa pagar suas contas e o seu pai começa a fazer uma lista pormenorizada de tudo o que gastou com você ao longo do mês, incluindo o seu tratamento médico e aquela coca cola que ele te pagou por ter passado 4h da sua vida na fila do banco pra pagar uma conta dele porque o seu irmão bateu o carro que ele não te deixa pegar porque é mulher. É quando você entende que cresceu. Não tem volta. E que a bolsa do estágio que você arrumou pra sair do seu estágio voluntário não vai ser suficiente pra restaurar a sua dignidade. Mas sabe que antes uma dignidade abalada que dignidade nenhuma.
A faculdade fica pior no final. Você já sabe que a simpatia de todo mundo no início era só porque todos estavam tão sozinhos lá quanto você e não tem mais aquelas utopias de calouro. Sim, seus professores são ruins. Falam mal de você. Cinco anos é tempo demais. Quando você se formar vai ter que aprender tudo de novo. Estará desempregado e o seu diploma ainda não vai servir pra nada além de decoração. Advogados realmente são uma raça maldita, mas promotores e juízes também o são. E nenhum deles é pior que colega de classe que se acha o supra-sumo da competência e da moralidade.
E você precisa ir às aulas. E precisa ir trabalhar. Doente, estressada com a própria saúde e a monstrografia. Uma porque já faltou tudo o que podia por preguiça e indisposição, e duas porque o estágio te faz se sentir útil e o teu chefe é muito gente boa, e é ele que vai pagar tua única semana de férias em Recife(iés!sombra e água fresca num natal e ano novo sem a sua família maluca porque você tem certeza que não é de ferro e porque com o teu salário do estágio não existe a possibilidade nem remota de ir a Málaga) e no fundo você já sabia que desprezar, tanto quanto errar, é humano, demasiadamente humano.

Satisfação

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É, recaída número 2 da minha doença misteriosa que não acaba nunca.
Trabalhar com febre, dor de cabeça, moleza, garganta inflamada³ e mais uns aborrecimentos ossos do ofício. Além do fato de estar sem carona.
Bah! Eu quero ir pra casa ver a primeira temporada de Roma que ta lá me esperando e tomar um comprimido enorme.
E dormir. Só.

ps. Meu pc ta meio morto em casa, atualizo do estágio enquanto der. Respondi, Diego?

MEME-sic!

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Na minha vida tudo tem trilha sonora.
Aí, quando alguém(leia-se MARCOS, DO BLOG DO LUA, SEMPRE ME DANDO TEMA PRA POST) me desafia a postar as 10 músicas de dor de cotovelo mais dor de cotovelo… eu me complico. Uma porque a idéia é postar músicas de dor de cotovelo que são as mais clássicas, tipo a do toca fitas do carro(“no toca fitas do meu carro, uma canção me faz lembrar você…”) e eu não tenho um conhecimento lá grandes coisas nesse aspecto e não, não tenho essa música pra baixar. Outra porque quando eu sofro ouvindo uma música dificilmente eu volto a ouvir quando paro de sofrer e de qualquer modo, ela perde toda a carga dramática.
Solução!!! Resolvi colocar algumas músicas não associadas a algum sofrimento em particular, mas com letras de dor de cotovelo.
Aproveitem.
10. The Verve – The Drugs Don’t work: A-D-O-R-O! “Os Verves”, Segundo Leozito, é uma das minhas bandas preferidas desde a primeira vez que eu ouvi a primeira música. Coincidentemente, essa mesma música.
9. Elvis Presley – I can’t help falling in love with you: podia faltar? Não né?! Rei é sempre rei e essa música dispensa explicações.
8. Vanessa da Matta – Não me deixe só : é…. essa música é a minha cara. Tempos atrás eu tive um surto de Vanessa da Matta e só ouvia ela. Aqui ela não podia faltar mesmo.
7. Eros Ramazzotti – estoy pensando em ti : Fala sério né? O nome do cara é Eros e ele é italiano(mão no coração, olhos chorosos e suspiros profundos)… Tenho que falar mais alguma coisa?
6. Cindy Lauper – Time after time: If you’re lost you can look–and you will find me /Time after time/ If you fall I will catch you–I’ll be waiting/Time after time/If you’re lost you can look–and you will find me/ Time after time/If you fall I will catch you–I’ll be waiting/Time after time.
5. Coldplay – Fix you: essa eu acho altamente dor de cotovelo, mesmo sendo do gênero amor eterno. Mas mesmo depois que eu ouvi que Coldplay é emo, adoro e ponto final. Não vai ser alguém que gosta de Moby q vai me fazer mudar de idéia. =P
4. Oásis – Stop crying in your heart out: uma de minhas canções preferidas, sem acordo. Canto sempre com um bom inglês venusiano que só perde pra o de quando eu canto Linger, dos Cramberries que como diz a Gabi, é algo como “tchururatcho tchururatchu let in linger”.
3. Counting Crows – big yellow taxi– nessa música em que destroem o paraíso para fazer estacionamento, o cara descobre que você só dá valor ao que tinha depois que perde.E é uma das músicas em que eu sou absolutamente capaz de ver um filme da minha vida passando… aiaiai…E eu adoro essa banda. Sacou?Também podia ser Mr Jonnes, ou Anna Beggins. Podia ser Round Here também…
2. Muddy Watters – Mississipi Delta Blues: sabe aquela música que você sente a fumaça dos cigarros, o bafo dos bêbados fracassados ao seu lado e sofre mesmo que não tenha motivo? Essa.
1. Chico Buarque – Trocando miúdos : absolutamente auto-explicativa.

Ficaram de fora algumas músicas importantes. Volto depois e posto. Mas gostei desse negócio de fazer top de músicas com algum assunto…hehehe
De qualquer modo, passo a bola para a Mia (Holy Crap! Who told you that?!) e, além da Carol (Devaneios de Fada), Lucy (A fabulosa ordem dos ninguém) pra o Maurício (MEder).Mas principalmente ao meu amigo Ricardo Shott, que com sua Discoteca Básica, sempre trás o melhor e o pior da música com os comentários mais concatenados da net. Desse modo, ao blog de música!

Quero só ver….