MEME – Você é anti-social?

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Quando eu era criança, enquanto via desenhos no programa da Xuxa, o meu pai estava dormindo depois do almoço e a frase da minha mãe que eu escutava era “não faz barulho, seu pai ta dormindo”. Eu ouvi muito isso. Muito mesmo. E deixava de fazer barulho e ia cortar papel em outro lugar. Jamais cortei nada diferente de quadradinhos minúsculos, mas eu gostava de cortar. E não fazia barulho. Eu não incomodava o meu pai.
Eu e ele nunca conversamos muito, eu era uma criança e ele sempre muito ocupado. O meu pai trabalha muito. Três expedientes pra poder me dar o queijo de todo dia. Além disso, eu precisar fazer silencio pra que ele pudesse dormir me desenvolveu hábitos silenciosos: eu tava sempre lendo ou desenhando. O hábito virou mania. E o meu pai costuma dizer que eu sempre fui muito besta, e não me misturava com as piadas dos meus irmãos ou brincava de destruir a casa como eles. Só queria saber de ficar lá no meu mundinho.
Lia muito sobre pessoas e aprendi mais ou menos a lidar com elas, em termos gerais, trato todo mundo bem – menos Diego, em algumas ocasiões – e não tenho problemas maiores com ninguém. Algumas pessoas me irritam profundamente, e eu tenho aversão a locais cheios e sem a minha possibilidade de diálogo. As vezes eu achava que era autista.
Num balanço rápido, acho que sou sim anti-social. Mas não de todo. Consigo lidar com gente. Mas não gosto de multidões não. E nem de uma só pessoa que eu não sinta como igual, e sim. Sou preconceituosa. Mas não contra negro, pobre, mulher, gay, deficientes, e esses todos preconceitos de gente sem imaginação. O meu preconceito é contra coitadinhos, ignorantes – não aqueles que não tiveram oportunidade, mas aqueles que não souberam usar, e se usaram, não tiveram mudanças – hoje eu sei que algumas pessoas merecem premio e outras não valem um tiro de 12.
Não compartilho com nenhum radicalismo, salvo esse, de me preservar não querendo contato com quem eu sei que me faz mal porque não importa quantas vezes veja, simplesmente não enxerga. Gosto de gente com potencial. Gente que sabe crescer, gosto de quem merece o topo que não necessariamente é o topo comum, mas o próprio topo, o melhor de si. Com essas pessoas sempre vale a pena conversar. Mas qualquer tipo de pessoa ainda é pessoa, e eu só sei se vale se eu me aproximar.
Respondi Marcos, o Meme?

Passo a bola pra o Vitor Py, pra a Mia, pra o Mauricio, pra a Séfora e pra o Stylus.

CONCURSO CULTURAL UM ANO INSONE!!!
Já enviou sua participação? Não? Tá esperando o que?

CONCURSO CULTURAL UM ANO INSONE

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Se você ainda não enviou a sua participação, meu conselho é que envie. E seja criativo. Pelo que andei dando uma olhada na minha caixa de email agora tem pelo menos um que eu já selecionei pra ficar entre os pré-escolhidos.
A moral da história é que eu estou incrivelmente feliz com a resposta do público à promoção. To vendo que o pessoal ta participando e me ajudando no trabalho de divulgação, que é o mais complicado até. E quanto a isso previamente já devo agradecer ao Stylus e ao Maurício(NÃO POSTA O TEXTO QUE VOCÊ ENVIOU, EU SEI QUE É DIFÍCIL MAS NÃO POSTA), que nos respectivos blogs já vi a propaganda.
O prazo ta mesmo meio longo, mas não sei como vou fazer pra reduzir, mas não é uma coisa impossível de se fazer ainda não. Só não sei de onde eu vou tirar tempo pra avaliar os textos enviados a tempo.
Beijos!

REGRAS:
Enviar um conto INÉDITO para aingridsousa@hotmail.com até 08/01/2008 em documento do word com o seu endereço completo com o título “CONCURSO CULTURAL UM ANO INSONE”
Conto inédito para efeitos deste concurso significa não publicado em nenhum outro lugar e nem pendente de publicação.

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Alguns posts atrás, pedi que todo mundo clicasse num determinado link. A quem clicou, o meu agradecimento. O site conseguiu cumprir a meta de cem milhões de cliques e doou dez mil euros à Fundação AcquaVerde para ajudar no reflorestamento da Floresta Amazônica.
Minha página conseguiu 107 visitas e a florestinha tava já bem grande. Valeu gente. Agora é torcer para as madeireiras não derrubarem as mudas né?
Concurso Cultural Um Ano Insone

Sobre o concurso cultural, o prazo de inscrições ta mesmo muito longo né? To pensando em dar uma reduzida nele, mas o meu fim de ano ta mesmo muito complicado, vou viajar pra passar quase vinte dias fora e não vou deixar de ser turista – o nordeste é lindo – pra ta na frente do pc né? Por mais que a intenção seja boa, então, até a segunda ordem o prazo permanece esse.
Recapitulando:
1. enviar em documento do word um conto inédito para aingridsousa@hotmail.com com endereço completo entre 22/10/2007 e 08/01/2008.
Pra quem for blogueiro, também vai rolar um gif de campeão, alguma coisa assim. Ainda estou bolando o que vai ser.
A propósito, já recebi dois textos do Jabor, um do Veríssimo e um do Diogo Mainardi segundo o Google, não vou citar nomes, mas quem mandou sabe, e não estão concorrendo.
Obrigada.

Concurso Cultural Um Ano Insone

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Olá povos!!!

Quem me conhece sabe que eu to lá concentradissima querendo a estrela mais alta e trabalhando pra conseguir, aí passa um vaga-lume piscando e lá estou eu querendo o vaga-lume… e a estrela abandonada no céu. Por isso eu ficar emocionada com o primeiro aniversário do Caderno. Significa que em um ano inteiro, eu não deixei de querer, ainda que de vez em quando postagem tenha se tornado artigo de luxo.
Tem um ano inteiro que ele esta no ar, e nesse ano que passou eu mudei muito também, assim como ele. O meu antigo blog, que eu nem lembro mais o nome, não tinha nada que mostrasse os meus reais pensamentos sobre o que quer que fosse. O caderno não é lá essas coisas impactantes, tenho muitos pudores a perder ainda nesse quesito. Mas eu já sei externar coisas que antes tinha medo de pensar.
No blog da princesa, link aí do lado, eu percebo que estou mais solta, mas a proposta lá é outra. Lá eu tenho que fazer fricote, fita, dar uma opinião bombástica de vez em quando e deixar todo mundo chocado. Princesa né? Sabe como é.
Mas voltando ao Caderno….
Estão abertas as inscrições da promoção “Um ano insone”. Aí um engraçadinho pergunta: “como é que faz pra participar, tia?” e a tia aqui responde.
Enviando um conto inédito para aingridsousa@hotmail.com com o seu nome e o seu endereço completo. Ah! Manda em um documento do word.
-posso mandar quantos contos eu quiser?
Pode sim, quantos quiser desde que inéditos, mas só o mais recente participa.
O tema do conto é livre, vocês escrevem sobre qualquer assunto e eu leio. Não tem limite de caracteres, então sejam razoáveis. É um concurso de contos, não to querendo publicar o romance do século que vocês escreveram não, ta? A menos que eu o escreva.
Essa é a primeira fase do concurso. Vocês escrevem e enviam. A segunda fase começa depois. Após encerradas as inscrições, eu vou fazer uma triagem e escolher os doze melhores. Eles serão postados sem que sejam revelados os autores, e será aberta uma enquete pra que vocês, meus caros leitores, escolham os melhores textos.
Agora vamos aos prêmios, porque eu sei que se eu não oferecer nada só vão participar com piada de joãozinho.
O primeiro lugar leva um livro e um dvd que eu não decidi ainda. O livro provavelmente será Elite da Tropa, por estar na moda e porque eu realmente gostei.
O segundo lugar, leva um livro surpresa.
Outra coisa. Pra ser ganhador você precisa morar no Brasil, porque eu não vou mandar nada pra fora do país, e estar regularmente inscrito no concurso.
Hoje, 22 de outubro de 2007, começam as inscrições. Como eu também escrevo e sei como é difícil arrumar inspiração, vou dar até o dia 08 de janeiro de 2008 para inscrição. Ou seja, você ainda pode contar aquele amor arrasa quarteirão de reveillon que você vai ter. Depois, terá início a segunda fase do concurso, e será encerrada em 08 de fevereiro. Impreterivelmente.
Boa Sorte pra todo mundo, e espero que todo mundo participe!

BSB, gentinha e faxina

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Ontem eu joguei fora minhas fotos dos Backstreet Boys. Foram pro saco junto com os cartazes dos filmes do Vin Diesel, do Bruce Willis e do Keanu Reeves. Tem uma hora em que você precisa decidir se quer ficar preso aquilo ali. Guardar “lembranças” é legal quando você quer lembrar, eu decidi que não quero mais.
Não quero mais documentos que atestem algumas relações desagradáveis que eu tive, seja com casinhos amorosos de paixões eternas dos 16 anos, seja aquela melhor amiga que eu jurava que era pra a vida toda e fez algumas pequenas atrocidades contra mim.
Joguei tudo fora. Os bilhetinhos, cartões, flores secas em livros. Pro saco. Tudo na conta do Papa. Chega. Joguei fora um saco de lixo de cem litros de uma vida que não é mais minha, de uma pessoa que não é mais eu. Agora só ando pra frente e pra cima, porque é como me disseram sábado, gaivota mergulha pra pegar peixe fresco e pombo não entende a razão disso por só comer resto que é mais fácil. Gaivota não entende nada de pombo. Pombo não entende nada de gaivota.
Vai ver é por isso que existe essa dificuldade de entendimento entre eu e umas pessoas. Normalmente gente que adota como acessório da última moda aquela viseira que colocam em burro pra ele só andar pra a frente. Eu não. Eu prefiro ver tudo. Eu prefiro ver de cima. Panorâmica. Vê mais longe e vê mais coisas. O mundo é grande demais pra eu me prender a uma coisa só.
Quem só sabe uma coisa nem uma coisa só sabe. O problema é que eu não sei não me irritar com quem só tem uma “música” tocando. E não sei conviver pacificamente com hipocrisia e estupidez. Nunca neguei que eu sou chata, mas eu gosto das coisas mais estimulantes, criativas, inovadoras e multifacetadas. Prefiro dizer o que se procura que o que deve ser feito e tentar ser surpreendida pela genialidade humana, o problema é que a estupidez é igualmente surpreendente.
Eu sou gaivota também. Meu nível é outro. E gaivota não entende nada de pombo, por isso que eu me irrito com eles. E pombo vocês sabem né? Só faz porcaria.