Tempo Off

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Oi gente, eu sei que eu vinha me comportando como uma mocinha e atualizando o blog quase diariamente. O problema é que eu fui pra a praia e peguei uma tremenda insolação que, quando me curei, já era dia de vir pra casa e aqui em casa o computador – pobre Denzel – anda ruim das pernas e não estava me permitindo usos simples, como o botão on/off. Contudo, não deixei de ver filmes e eu voltarei a postar as resenhas dos mesmos tão logo alguém faça aquela coisa que um dia foi um pc fodástico voltar a funcionar minimamente.

Agradeço a paciencia.

 

ps. Nesse tempo, também espero voltar a respirar normalmente e me livrar da faringite que me acometeu. Nesse meio tempo, vamos todos torcer por Prianha no Big Bróder.

Um ano de filme # 5 Cadáveres

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Unrest (2006)


Conta a história de quatro estudantes de medicina que estão no primeiro ano de faculdade e precisam testar seus limites ao dissecar corpos no laboratório. Em meio às lições de anatomia e aos conhecimentos adquiridos, Alison passa a ter estranhas visões de pedaços de corpos. Porém, ele acredita na sua sanidade e é determinado na tentativa de tirar boas notas, até que estranhos fatos passam a acontecer no local e estudantes começam a desaparecer misteriosamente.

O que mais chama atenção no longa é o descaso americano com o resto do mundo, não que seja assim uma grande novidade, mas eles abusaram. No filme, colocaram os astecas – aqueles da América pré-colombiana – como estabelecidos no Brasil. Eu não vou entrar em detalhes para não tornar o filme mais ou menos ainda mais pra menos, mas custava muito fazer uma pesquisa Google antes de fazer bobagem no roteiro?

A propaganda do filme indica “ o primeiro filme a usar corpos reais”. Isso acaba por providenciar ânsias de vômito em uma cena, a única, realmente relevante e nojenta do filme onde o casal estrela mergulha num tanque de cadáveres com um líquido nojento. Fora isso é mais um filminho de terror que não mete medo em ninguém e não sai do lugar comum espírito nervoso e vingança sangrenta. Destaque mesmo só para a barriga do mocinho e seus faiscantes olhos claros. Bom pra ele que cuide do corpo, se dependesse de talento pra atuar seria mais um na estatística do desemprego.

Um ano de filme #4 – O Curioso Caso de Benjamin Button

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Baseado num conto de F. S. Fitzgerald (1896-1940) a adaptação para o cinema é tão boa que um expectador incomodado acabou atirando em outro só pra ter sossego para terminar de ver a sessão. Violências a parte, o filme conta a história inusitada de Benjamin Button (Brad Pitt), que nasce com 80 anos de idade e vai ficando cada vez mais jovem ao passo em que cresce.
Disputada desde a década de 1990 por grandes nomes da direção (Spike Jonze, Ron Howard, Gary Ross) e do roteiro (Eric Roth, Charlie Kaufman), a adaptação do conto de F. Scott Fitzgerald saiu dos papéis para as telonas quando David Fincher se arriscou a cuidar da obra simultaneamente a “Zodíaco”e em busca do orçamento milionário, o cineasta contou com o nome de peso de Brad Pitt, com quem trabalhou em “Seven” e “Clube da Luta”, escolhendo rodar em New Orleans, aproveitado incentivos fiscais do governo.


O filme de David Fincher (Se7en, Clube da Luta, Quarto do Pânico) é delicado em seu contar da história e cuidadoso nos mínimos detalhes. Devo informar que Brad Pitt agora tem o meu respeito. Ele vinha ganhando pontos com filmes de excelente qualidade, mas me irritava ele ser bonito demais, não parecia real. O filme mostra um Brad Pitt idoso – cinco horas diárias de maquiagem para compor um Button idoso – e o cuidado que ele teve em uma belíssima atuação de uma criança de 70 anos brincando de soldadinhos de chumbo é realmente tocante, embora curta e vai além, é estranho, embora não menos tocante, ver um senhor de 75 anos estranhando que sua mãe comemore que finalmente vá ter um filho.


A atuação de Pitt não é a única, aliás o filme todo é composto de talentos: Cate Blanchett, sempre bem e sempre belíssima(muito mais por estar ruiva, nem sei por que ela insiste em ser loira) como Daisy; Taraji P. Henson, como Queenie. O filme é todo muito bem cuidado, a trilha sonora é primorosa e eu, que procurei defeitos e confesso não ter encontrado nenhum que valesse o comentário ou que me fizesse ver outro filme, ou ir dormir, porque já passava das quatro da manhã. É longo, sim, não nego, mas o tamanho do filme é necessário ao saudável desenrolar da história.


Merece destaque a maquiagem. O galã não quis mais de um ator fazendo o Button, e por isso foi necessário o envelhecimento do ator e o processo digital é simplesmente invejável. Benjamin de cadeira de rodas com pernas atrofiadas aparece em cenas de banho e convive com idosos em abrigo como se ele também aguardasse a morte, tema comum em todo o filme.


Com estréia por aqui em 16/01/2009, O Curioso Caso de Benjamin Button é uma grandiosa história de um homem comum e as pessoas e os lugares que ele conhece e se deslindam na telona com o tom de velhos amigos quando assim o são. É delicado o modo como seus amores se apresentam e a estranheza que causa às pessoas. O filme é sobre a alegria de viver, a tristeza da morte, sobre amor, sobre escolhas, crescimento e sobre o que dura além de qualquer coisa.

Um ano de filme – (3) Marley e Eu

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Eu não li o livro que mais de três milhões de pessoas leram. Não tenho como avaliar a fidelidade ao texto de Grogan, mas eu tenho uma versão miniatura de Marley em casa e ela atende pelo nome de Pitu (de Capitu, do Machado). Talvez seja essa a razão do sucesso do filme: Marley é um labrador desastrado que se assemelha, em vários momentos, a uma pequena arma de destruição em massa, como a minha Pitu, como a Pandora de um amigo meu, como o cão de muita gente.

Qwen Wilson é um John Grogan divertido, casado com uma Jennifer Aniston que honra seu cachê de oito milhões de dólares é Marley é uma desculpa adorável para contar a história de uma família comum. Este não é um filme de cachorro, é um filme com cachorro. Diferente de Lassie e Skip não é exaltada qualquer característica excepcional do cão, mas sua indisciplina, desobediência e os perrengues que um animal indisciplinado faz o dono passar. Volto a dizer: Marley não é diferente do seu cachorro estabanado, como a vida de Grogan também não é e seus conflitos que lhe tiram o sono não diferem dos meus ou dos de qualquer comum do povo.

É até meio clichê o jeito com que Marley é usado para paquerar meninas na praia, o filme não tem nada de muito “cinematográfico”, por assim dizer mas é um filme ótimo, uma pipoca bem comida, como eu costumo dizer.

É o clássico filme família pra se ver no feriado e que dá aquela sensação de se estar (ou querer estar) em casa. É um filme sobre um homem lidando com as próprias responsabilidades, entendendo que por vezes o caminho que se faz não é o caminho planejado e isso pode ser uma boa coisa. Eu gostei. E chorei no fim dramático, quando forem ver, não se afastem do kleenex.