Espelho mágico e quase volta.

Publicado em Idiossincrasias
Tenho me sentido mais livre, mais segura, independente e ao mesmo tempo mais impotente, embora mais capaz. Nem assimilei direito tudo o que o ano passado deixou, mas me fez maior e mais forte e eu sei que não há vitória do lado de lá que me tenha diminuído ou me feito sentir como se tivesse perdido algo. A faculdade terminou e a despeito de aborrecimentos vários que o último ano explicitou, percebi que o verbo é bem esse “explicitou” mesmo.
Meu passo ficou trôpego e cansado na altura do sétimo período e eu me isolei por me sentir isolada lá dentro. E durante um tempo me senti mal por achar que estava perdendo coisas importantes. Como ninguém é estúpido pra sempre, a ausência mostrou que o que parecia perda era um ganho e nada no mundo paga a sensação de se gostar. E eu me gosto tão mais por isso que é quase pecado. Nenhum dos que eu achei doloroso me afastar valia mais que nada. Aprendi a dar toco e nada paga a minha liberdade ou a sensação de poder que me dá quando eu descubro isso de novo todos os dias.
E eu gosto de quem eu sou e sou feliz com o meu travesseiro, que não admite que descanse sobre ele quem não tiver de si a mesma paz de espírito. Tenho andado tão feliz que nem medo dá por certeza de ser de verdade cada uma das razões do meu sorriso. E vou permanecer assim, pois das minhas verdades sei bem e nem na avenida e nem em qualquer rua estreita existe alguém mais feliz que eu.
E digo mais, meu espelho mágico só me diz que não há o que se temer. A inveja existe e muito maior é a minha alegria com a ironia da justiça superior. E ri comigo, quando as coisas acontecem do jeitinho que eu previ.
E vamos nós que eu tenho pressa e a Sapucaí é grande.