Um ano de filme – Stardust: o mistério da estrela

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Neil Gaiman, autor da série Sandman que é a minha nova paixão, tem definitivamente o meu respeito. Stardust, longa baseado em livro homônimo de Gaiman, parece lembrar as fantasias que tem início, meio e fim em um único filme. Não revoluciona o gênero, não deixa mistérios no ar, não me enche a paciência e para o meu deleite não segue a linha O Senhor dos Anéis no quesito marasmo – podem jogar pedra quem quiser, mas não, eu não gostei e não tenho problemas com isso.

Eu não li o livro ainda, mas é uma idéia que espero consolidar no meu aniversário, e não duvido que seja melhor que o filme dado que é uma constante em longas que saem de páginas de romance. O problema é que o filme é ótimo. Uma fantasia bem amarrada, sem pontas soltas, com um humor sombrio e adulto que é a marca de Gaiman em um roteiro inteligente e um orçamento de 65 milhões de dólares bem distribuídos em efeitos especiais que não aparecem mais que o filme, um elenco que realmente trabalha e uma fotografia de grande qualidade.
O jovem Tristan (Charlie Cox) sonha em conquistar o coração da bela Victória (Sienna Miller), que nada sente por ele. Em uma noite, uma estrela cadente surge nos céus e ele promete ir buscá-la para dar de presente à amada, como prova do que sente. Porém, para isso, ele terá que atravessar uma grande muralha protegida por um incansável sentinela. Do outro lado do muro, Tristan irá conhecer um mundo novo e encantado, que ele nunca imaginou, Stormhold.
Além de toda a história bonitinha, Michelle Pfiffer realmente convence como Lâmia, a bruxa malvada que quer comer o coração da bela Yvaine (Claire Danes). A cinquentona parece ficar mais bela a cada dia e realmente não imagino outra pessoa no papel. Merece destaque a sempre brilhante atuação de Robert de Niro como o capitão Shakespeare, simplesmente impagável.

ps.: As imagens eu fico devendo porque eu sou cliente mikrocenter e é lógico que a internet tá uma droga agora.


Um ano de filme – Across the Universe

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Eu não posso dizer por aí que conheço muito dos Beatles. Gostar de Beatles é uma coisa que se aprende com os pais, e meus pais não são muito de ouvir música. Aprendi a gostar sozinha, de minha própria vontade. E gosto muito. Gosto demais, mas conheço menos do que gostaria. A graça é que eu gosto de tudo o que conheço. Baseado nisso, foi um deleite ver os anos 60, que eu não vivi mas ouvi muito falar, se desenvolverem ao som do Fab Four sem interrupções de qualquer outra banda.
Depois da primeira música meu único pensamento “como não fizeram isso antes?” e o desenrolar do filme é tão bom em seus 131 minutos que eu fiquei pensando que o projeto perfeito só podia ter sido dirigida pela sempre capaz Julie Taymor, de Frida. Convém lembrar que 90% das canções foram gravadas ao vivo nos sets de filmagens, sem qualquer dublagem feita em estúdio durante a pós-produção. É tão bom, que até relevei Prudence não ter nenhum papel mais relevante na trama senão cantar Dear Prudence, de mais a mais, a solo dela é uma das minhas preferidas no filme.

As participações especialíssimas de Bono Vox (como hippie Dr. Robert em uma ótima versão de “I am The Walrus”), Joe Cocker (como um cafetão em “Come Together”), e Salma Hayek (em “Happiness is a Warm Gun”, que pediu para participar do projeto ainda que em um papel pequeno) Taymor consegue ganhar também a atenção de outros públicos além da beatlemania esperada. E, ao chegar aos Estados Unidos, a amizade entre Jude e Max é imediata, tal e qual a empatia de John e Paul. Ademais, todos os nomes dos personagens são saídos de canções do quarteto.

Não se pode deixar de notar a fidelidade do roteiro a alguns momentos conhecidos da vida dos próprios Beatles: Durante a canção “With a Little Help From My Friends” pode ser visto um grande pôster da atriz Brigitte Bardot. Trata-se de uma referência à conhecida obsessão que John Lennon tinha pela atriz.

O conceitual Across the Universe mostra um casal que se apaixona em meio aos movimentos de contracultura dos anos 60. Ele ,Jim Sturgess, inglês de Liverpool que vai a América atrás do pai; ela, Evan Rachel Wood – a esposa do estranho Marilyn Manson – que faz a clássica filhinha do papai que cai de cara em movimentos pacifistas contra a Guerra do Vietnã. O casal, em meio a psicodelia, guerra, movimento hippie e a melhor trilha sonora jamais vista passa por situações em que seu amor é posto a prova para, no fim, descobrir que all we need is love…

A trilha (by wikipedia)

“Girl”

“Helter Skelter”

“Hold Me Tight”

“All My Loving”

“I Want To Hold Your Hand”

“With A Little Help From My Friends”

“It Won’t Be Long”

“I’ve Just Seen A Face”

“Let It Be”

“Come Together”

“Why Don’t We Do It In The Road”

“If I Fell”

“I Want You”

“Dear Prudence”

“Flying”

“Blue Jay Way”

“I Am The Walrus”

“The Benefit Of Mr. Kite”

“Because”

“Something”

“Oh Darling”

“Strawberry Fields Forever”

“Revolution”

“While My Guitar Gently Weeps”

“Happiness Is A Warm Gun”

“Blackbird”

“Hey Jude”

“Don’t Let Me Down”

“All You Need Is Love”

“Lucy In The Sky With Diamonds”

Meme Atrasado

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A Mia e a Séfora me passaram esse faz tempo, e só agora deu pra fazer, então lá vai:

1- Escolher banda/artista.
2- Responder somente com os títulos das canções.
3 – Repassar para 5 blogs. Acho que todo mundo  já fez, então faz quem quiser.

 

Só podia ser Lenine né?

1. Descreva-se:

Anna e eu, Acredite ou não, Conflitos, Caribantu

2. O que as pessoas acham de você?

– A melhor resposta seria “vai saber.. ” ou “me diz você”, mas a ideá não é essa. – Escrúpulo, É o que me interessa, Eu sou meu guia.

3. Descreva sua última relação.

Hoje eu quero sair só, umbigo.

4. Descreva sua atual relação.

No pano da jangada, Nem o sol nem a lua nem eu, Sentimental, tudo por acaso, Sonhei que estava me Pernambuco, não faz mal a ninguém.

5. Onde queria estar agora.

Pernambuco falando pro mundo, caribenha nação, leão do norte.

6. O que você pensa sobre o amor

A medida da paixão, continuação, Do it.

7. Como é sua vida?

é fogo, é o que me interessa, todos os caminhos, eu sou meu guia.

8. Se tivesse direito a somente um desejo:

eu acho pouco, a raposa e as uvas, acredite ou não.

9. Uma frase sábia:

As voltas que o mundo dá.

10. Uma frase para os próximos

Acredite ou não.