Mais cinquenta e uma coisas sobre a Anna que não dá pra saber só de olhar pra ela (por quem nunca viu)

Publicado em Sobre Ela

1.       Ela consegue saber por que cacetes você continua se fodendo sempre pela mesma coisa.
2.       Não pergunte se você não quiser saber.
3.       Não faça menção de que quer a opinião dela ou pareça infeliz com isso.
4.       Não adianta. Se ela se importar com você, ela vai dizer.
5.       É a única pessoa que eu conheço que pode dizer que não tem preconceitos com a sua aparência-cor-idade-sexo-opinião-caralho a quatro.
6.       Só liga pra quem você é.
7.       Memória excelente. Perdoar não tem nada a ver com esquecer, é sobre conviver com isso.
8.       Boa as fuck pra ler gente.
9.       Melhor ainda pra entender gente.
10.   Generosa demais para a própria segurança.
11.   Inteligente demais para a própria segurança.
12.   Só briga com quem ela ama. (vive brigando comigo)
13.   Amor especial pelas coisas que ninguém mais ama.
14.   Marvel Avengers Aliance e me deixa no vácuo no Skype e ainda interrompe as conversas pra falar que o Hulk tirou 2549 de alguém.
15.   Foi a única pessoa que não me virou as costas quando eu fui presa por amar demais quem não gostava de mim.
16.   Não foi embora quando eu tentei me matar por isso.
17.   Não foi embora. E ia ser muito mais fácil pra ela fazer isso do que pro meu irmão, já que ela mora longe pra caralho e ele mora comigo. Ele foi embora. E ela ficou comigo.
18.   Nesse tempo todo que a gente se conhece, ela me mandou tomar vergonha na cara exatamente 6879 vezes. Depois que eu comecei a contar.
19.   Se eu fosse escolher só um nome que me ajudou na fase sapatão de carreira punk pills party e crimes contra a privacidade, eu ia ter que dizer Anna.
20.   Quieta por fora, bagunça por dentro.
21.   Desapegada pra umas coisas. Como um saudosismo piorado.
22.   Medo de mudança.
23.   Medo que acabe.
24.   Risada que deixa a pessoa surda e atrai os cachorros.
25.   Tão nerd que é fã de dublador.
26.   Escritora.
27.   Quituteira.
28.   A última pessoa que se importa.
29.   Esse importar dela é relativo. Ela se importa com uns, mas não com outros. E todos se sentem bem vindos.
30.   Desconfiada.
31.   Honesta.
32.   Carole King – i’ll follow
33.   Tem vontade de sumir na poeira. Mas nenhum homem ficará para trás.
34.   Freakazoid
35.   Não sabe desenhar.
36.   Foi a única pessoa que ficou do meu lado quando eu resolvi que gostava de pinto também.
37.   Aturou tanto o mimimi sou sapatão e não posso fazer isso, quanto o descobri que sou bissexual, e agora? E veio com a frase mais cabeça aberta do universo “tem gente que se apaixona pela pessoa independente do sexo”.
38.   Música obscura
39.   Promessa de bolo de chocolate
40.   Virou podcast star.
41.   Rafael.
42.   “mainha”
43.   O sotaque mais gostoso do mundo.
44.   Aproximadamente 10 minutos antes de traçar um elaborado perfil psicológico da pessoa. E acertar tudo. Doente.
45.   Sensatez.
46.   Bom senso.
47.   Racionalidade sem frieza demais.
48.   Mulherzinha. De vez em quando.
49.   A visão dela de Deus me fez uma pessoa melhor.
50.   Bruta. Muito bruta. Um trasgo.
51.   Uma linda.
 Ah Julia, MUITO obrigada. Tá postado, como você pediu, linda é você.

Balanço de final de ano (em maio)

Publicado em Idiossincrasias

Eu sou o Grinch dos aniversários. Bem, não de todos, mas do meu. Só do meu. É como se me desse uma TPM de um mês, dependendo do quanto eu precise refletir. E eu sempre preciso muito. Explico: sabe aquela festona que acontece em Dezembro, uma semana depois do natal, onde as pessoas se vestem de branco, pulam ondas, enchem-se de esperança e é a maior responsável por nascer tanta gente em primeiro de setembro? Pois é. Não dou a mínima pra a virada do ano.
O meu ano novo acontece em maio. No meio do mês, para garantir uma conta tendenciosa ao erro. Meu ano novo começa dia 16 de maio. O dia do meu aniversário. O dia do meu nome é sempre mais importante do que a coisa toda dos fogos em Copacabana. Então, a cada 16/05 eu além de ficar mais velha, fico com aquelas paranoias maneiras de ano novo. Porque é meu ano novo. 
Percebi também que eu sempre tenho dias do meu nome repletos de algum sentimento. Ano retrasado eu estava na fase party hard e foi toda uma comemoração no bar com a moçada. Ano passado eu pensei em coisas que nunca havia feito. Descobri que a felicidade está entre o sal e o limão, pintei o cabelo, comi caranguejo e eu tinha muito o que falar daquele ano aqui, mas não falei, desculpem. Eu queria guardar só pra mim. 
Esse ano foi diferente. Acredito que o ciclo da sensação de me sentir tão inerte tenha finalmente acabado. E eu posso hoje dizer que me conheço bastante melhor e o suficiente pra conseguir dar aquele primeiro passo que eu tendo a protelar até que a situação não se sustenta. Além disso, eu encerrei algumas miudezas que atravancavam o meu caminho e entendi que ser honesta vem com certo custo. Sou a pessoa mais chata que os meus amigos conhecem.,
Júlia disse que não entende como eu faço novos amigos. Pedro disse que eu sou chata. Eu sou. Não nego. E não faço mais esforço em contrário. Eu fiz vinte e sete anos e me dei liberdade, que já era hora. Eu sou Anna, e eu sou chata. Meus comentários vão soar pior do que são na verdade algumas vezes. Eu posso parecer belicosa, mas eu provavelmente estarei apenas tentando entender alguma coisa, não leve a mal. 
A idade também trouxe certa concentração. Relaxei. Fiz amigos novos, a despeito do que pensem meus amigos velhos. Bandeirou meia noite ontem e eu fui atingida por uma sensação tão brutal que ainda não dormi. E aquele outro sentimento, aquele que nunca falha, de que nada mais será como costumava ser. 
A idade me trouxe um saudosismo oitentista, como se eu sentisse falta de coisas que era pequena demais pra lembrar e baixei boa parte da Sessão da Tarde dos bons tempos, ouvi Take on Me e percebi que o A-Ha só tem uma música que preste. Dancei sozinha. Dei risada, tenho passado todo o tempo possível com a minha família e dei mais risadas ainda com os meus irmãos, que são os mais novos amigos que fiz. Disse os desaforos que tinha que dizer. Viciei num joguinho. 
Tenho sido feliz, apesar de achar que não de vez em quando. Mas tá tudo melhor desde o início desse ano novo meu.

Vinte e sete anos de sonho, sangue, América do Sul e chatice. Cada vez melhor.

Top 10 Músicas de Formatura Infernais

Publicado em Formatura, listas, Músicas
Escrevi a parte 1 e muita coisa ficou de fora porque a mesmice não tem fim, esse top sim. Vamos lá novamente:

1. Elevation – U2

Gente, sério. Não existe formatura sem U2. Aí tem o moderninho descolado que vai descer ao som de Elevation porque conheceu U2 recentemente e não percebeu ainda que não existe diferença de uma música para outra. E tem quem tenha visto na Veja que o U2 é bom e segue acreditando nisso até hoje. A banda de quem “curte” em música internacional.

2. Ana Carolina – Uma Louca Tempestade

Também não tem formatura sem um cristão que jura que todo mundo que toque violão sentado num teatro é o futuro glorioso da música nacional e se sinta lindamente romântico e de bom gosto obrigando todo mundo que tá ali pra beber a ouvir aquilo. Via de regra, quem se forma ao som de Ana Carolina, entra na igreja pra casar ao som de Cassiane. Coisa de gente que deixa depoimento no Orkut (RIP) de música de Celine Dion traduzida.

3. Simone – O Amanhã

É o tipo da música que o aluno ~profundo~ coloca e você pensa “ainda bem que não é natal” e BANG a música fica “o que será do amanhã? Então é natal a festa cristã” na sua cabeça eternamente até o próximo formando entrar com…

4. Survivor – Eye of the Tiger

Tem desses né? O lutador, aquela pessoa GUERRÊRA, que quase não se forma e tudo dele é mais sacrificado do que todo mundo (mesmo que todo mundo tenha passado exatamente pelas mesmas coisas), as provas eram feitas diferente pra ele e até a contagem da nota mudava. Coitado. O que? Tá achando absurdo? Deve ser o equivalente acadêmico de apanhar na cara, né?

5. Right Said Fred – I’m Too Sexy

Se for um cara malhado, é idiota. Se for um gordo, é legal. A lei diz que se não simular um strip vai escorregar e cair na filmagem.

6. Gonzaguinha – O Que é o Que é?

A pessoa que escolhe essa, além de pouco criativa, é aquela pessoa feliz, que faz saudação ao sol sem fumar maconha e mesmo assim parece estar permanentemente chapada pra poder justificar tanto otimismo e felicidade.  Coisa de gente que acorda cedo porque gosta. Fui a uma formatura que a menina vinha descendo uma escadaria com essa música e É BONITA É BONITA É BONITA e um bêbado gritou “é a puta que pariu”. Fim.

7. Jota Quest – Dias Melhores

A ironia é que a coisa só piora.

8. Engenheiros do Hawai – Até o Fim

Até o fim. Os indies nacionais. A música ganha um significado diferente se você calçou um sapato apertado ou a cinta tá apertando muito. O que não muda é a vontade de ir embora quando a música começa a tocar.

9. Zeca Pagodinho – Deixa a Vida me Levar

…pfff

10. Kenny G – The Moment

ATÉ QUANDO?