O onanismo de Henrique VIII


Aí eu fiquei obcecada com The Tudors. 
Não posso evitar ou negar que comecei a ler a internet inteira sobre o reinado de Henrique VIII – a quem eu amorosamente chamo de Henricoitavo e ninguém pode me julgar – e depois de ficar muito empolgada com a série já no piloto – que nos 15 minutos do primeiro episódio tem um assassinato a traição tipo o de César, ainda tem o Henricoitavo tendo relações sexuais com duas, mas não simultaneamente, amantes. Não dá pra ter tédio.
Daí que quando a primeira temporada acaba, logo no começo do episódio (o décimo) tem uma cena que me traumatizou muito profundamente e eu fiquei berrando e pedindo minha vida de volta porque, uma vez vista, não dá mais pra desver. 
A punheta de Henricoitavo meuzamigos. 
A cena é cortada entre o querido e adorado rei no cinco contra um e a amada do rei fazendo um bordado e usando um corpete tão apertado que a atriz, que não tem peito nenhum, fica com peito sobrando por cima do vestido. E fica intercalando entre um e outro. 
O punheta real é porque a Ana Bolena, a amada do rei, não foi sempre solícita aos avanços do monarca, o que faz com que ele a quisesse ainda mais. Aí, o rei que, como eu, quando fica obcecado com uma coisa não consegue se interessar por nenhuma outra – estou com todas as séries que vejo atrasadas porque não consigo parar de ver the tudors – resolveu ficar no onanismo por não querer outra amante além de Ana Bolena.
O problema do meu trauma não foi nem o rei precisar se resolver sozinho – por que né meuzamigos, se não tá fácil pro rei da Inglaterra, que dirá pra você.  O problema é que tem um funcionário ajoelhado de frente ao rei segurando uma bacia para aparar o sêmen de sua majestade. 
Sério. Um funcionário portando uma bacia porque o rei não podia simplesmente deixar um papelzinho lá de lado ou ir lavar a mão depois. 
E na hora do orgasmo real a Ana Bolena estava – em close – enfiando a agulha no bordado numa metáfora sexual bem divertida.
Para vocês saberem que eu não estou mentindo, vasculhei a internet procurando a cena pra postar aqui e achei essa dublado em espanhol, mas não se preocupem com entender porque é uma punheta, não é um tratado sobre mecânica quântica.
Achei mais traumático que o clipe da Mara Maravilha. (Ah! Os dias antes do Estatuto da Criança e do Adolescente)
Imagina a carta de recomendação que esse funcionário recebeu para o segundo emprego:
“o sr. Fulano de Tal que ora porta esta carta de recomendação é um homem honesto e de boa fé que prestou com sabedoria, parcimônia e boa vontade serviços sob o meu comando. 

Enquanto meu funcionário exercia a função de aparador de sêmen real e sempre ficava compenetrado com cara de paisagem, nunca se constrangendo ou se mostrando ofendido pelo fato do meu pênis real estar sempre posicionado bem na sua cara. 

O sr. Fulano de Tal também nunca fez comentários jocosos sobre o tamanho do meu instrumento, nem para o bem nem para o mal e nunca deixou que o resultado do meu trabalho manual, que era sempre meu e ele nunca se ofereceu ou se intrometeu para fazer por mim pois um homem não deve tocar no pênis de outro homem e muito menos um plebeu no pinto de seu príncipe sem seu consentimento, fosse lançado em qualquer direção fora da bacia.

O senhor Fulano de Tal sempre foi um excelente aparador de sêmen, não tendo nunca questionado a minha técnica ou se mostrado engraçadinho fazendo comentários sobre qualquer som que eu emitisse no processo.

Henricoitavo

Londres, ano da graça de mil quinhentos e nem inventaram guaraná ainda que dirá engarrafar com rolha”
Também fiquei pensando nesse funcionário infeliz numa taverna paquerando uma moça. 
“- oi, vem sempre aqui Milady?
– venho e você?
– vim apenas porque soube que milady vinha. O que milady faz?
– sou dama de companhia da rainha e você?
– aparador de material orgânico lançado com força e pressão do rei.
– o que é isso?
– fico segurando um balde com cara de paisagem enquanto o rei bate punheta, embora nunca dê pra ter muita certeza se ele está batendo punheta ou tendo um derrame.” 
Sério. Altamente traumático.
Pessoas: não conhecendo limites desde a corte inglesa do século XVI.

4 ideias sobre “O onanismo de Henrique VIII

  1. Anna, eu quase nunca sei o que esperar dos seus textos – isso é uma máxima antiga – mas dessa vez você conseguiu divertir num nível além do comum.

    Você consegue ser única mesmo, eu simplesmente adoro o seu jeito de narrar qualquer fato, história, conto e no caso, até o onanismo do rei?

    Phodástico ao cubo vezes dois.

  2. Pingback: 13 séries que eu adoro

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