E se os personagens da Disney se fantasiassem?

Imagem

Estamos acostumados a sempre ver a mesma imagem certinha dos personagens da Disney. Mas, e se tivesse uma grande festa de dia das bruxas no Mundo Encantado? Quem seus personagens preferidos gostariam de ser? Para responder a essa pergunta, o ilustrador Isaiah Stephens criou arte para 32 personagens e o resultado é extraordinário.

Eu adorei e simplesmente não consigo eleger um favorito!

Pocahontas como Katniss Everdeen

Pocahontas como Katniss Everdeen

Pocahontas como Katniss Everdeen

Aladdin como Ash, capturando um Pikachu muito simpático.

Aladdin como Ash, capturando um Pikachu muito simpático.

Ariel de Viúva Negra (achei conveniente, dada a história original)

Ariel de Viúva Negra (achei conveniente, dada a história original)

Aurora, de pacata Bela Adormecida a Daenerys Targaryen, a primeira de seu nome e mãe dos dragões.

Aurora, de pacata Bela Adormecida a Daenerys Targaryen, a primeira de seu nome e mãe dos dragões.

Bela, minha princesa preferida, como outra personagem feminina muito forte e querida, Hermione Granger

Bela, minha princesa preferida, como outra personagem feminina muito forte e querida, Hermione Granger

Branca de Neve de Mulher Maravilha

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A Fera ficou demais de Hulk

A Fera ficou demais de Hulk

Mulan de Xena, a princesa guerreira (AMEI)

Mulan de Xena, a princesa guerreira (AMEI)

Quasímodo ficou completamente sensacional de Austin Powers

Quasímodo ficou completamente sensacional de Austin Powers

Veja a galeria completa aqui .

O café

Publicado em Crônicas

café

Desenvolvi recentemente um amor novo que achei, sinceramente, que jamais viria a sentir. Mas esse ano está esquisito mesmo, e eu preciso dizer que vai indo até bem, dadas as circunstâncias de eu ainda não ter encontrado um gênio da lâmpada. Também não procurei, se isso conta.

O fato é que eu, depois de uma vida inteira fiel ao café de mainha, comecei a pagar por uma xícara de café nesses cafés chiques aí da vida. Não foi aquele, o verde, onde tudo quanto é hipster vai para postar foto no instagram, não. Esse aí é ruim, fraco e doce. Eu já provei, não é café de verdade e integra, ao lado daqueles sanduíches servidos por um palhaço, o dueto de comida de plástico que me faz questionar algumas amizades.

Tomei café num desses cafés de shopping. E olha, meu coração acelera e parece saltar do peito de emoção só de lembrar do cheiro e do sabor daquele cappuccino. Virei adepta dos expressos, confesso, e sou uma convertida apaixonada e dedicada. A espuma do leite, o cheiro de café forte e os pedaços de chocolate amargo no fundo da xícara fizeram de mim uma pessoa que faz questão de vários sabores harmoniosos e de cheiros que criem uma impressão que dure dias.

E eu fiquei lá, eu e o café, em um momento íntimo. E lá em cima da mesinha retrô da cafeteria, ele me seduzia com aquele cheiro vibrante e me prendia em espirais de amor com aquele calor que saía dele. E o resto da cafeteria seguia a vida sem se dar conta daquela nova paixão que crescia ao som de um disco antigo de Chico e tinha cheiro de café moído na hora.

A única mancha nesse amor novo, porém imenso, é o fato de que a xícara de café custa dez reais. Dez reais uma xícara de café. Paguei. Paguei e me senti quase mal de não ter um salário bom o suficiente que me proporcione a quantidade de café que me faz funcionar direito. Paguei e me senti quase suja, como quem dá desfalque no orçamento para sair com acompanhantes de 3 dígitos. Paguei, dei adeus àquela xícara usada, que tinha a borda suja do meu batom vermelho que também se sujou com alguma gota do precioso café que lhe escorreu e ficou lá como prova da conexão sublime que tivemos em um “para sempre” que só duraria até que um encarregado lavasse os copos.

Paguei e não olhei para trás quando deixei o lugar. Tinha comigo a sensação de que não era mais a mesma. Tinha também a sensação de que mesmo sendo tão bom ainda era um erro. E antes que eu me entristecesse mais, lembrei do cheiro do café da minha mãe, que com dez reais faz várias, incontáveis – porque nunca contei – xícaras.

E eu soube, entre suspiros, que os amores antigos tem mais amor que as novidades. E quando for especial mesmo, o amor antigo ainda é servido com tapioca.