Oscar 2011

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Meses atrás eu pensei em ver todos os filmes do Oscar e fazer uma série de posts sobre os filmes e os critérios de premiação. O negócio é que eu só vi dois filmes até agora, Cisne Negro e Toy Story 3, mas o especial do Oscar, o blogueiro Augusto fez e bem melhor do que eu tinha imaginado.

Aliás, e eu só dei uma lida nos filmes do Oscar, mas já adorei o blog num nível celular.
Veja aqui as histórias do Gato Smucky.

E vamos dar uma corrida com os filmes pra não ficar totalmente por fora e comentando só quem ta bonito e quem ta feio.

10 filmes que me deixam feliz

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Dada a minha condição de moça cheia de frescuras meninas e minha adoração por cinema, resolvi, num dia de chuva torrencial e crise combo rinite + faringite + gripe mal curada + bom humor vindo de um filme que eu adoro, fazer uma lista de filmes que me deixam feliz. Não é uma ordem de preferência, vale salientar.

1. A Princesinha – baseado num romance delicinha de Frances Hodgson Burnett, o longa saiu em 1995 com Liesel Matthews na pele de Sarah Crewe, que nos ensina que todas as meninas são princesas, mas só algumas são Princesas. O diretor, o genial Alfonso Cuaron, de Filhos da Esperança e Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban conseguiu conduzir a história com a mesma sensibilidade do livro. É um clássico de Sessão da Tarde que eu sempre que sei que vai passar, vejo, ainda que eu tenha em dvd e nunca tenha visto pra não estragar.

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2. Dirty Dancing – ahh vai dizer que não?! Patrick Swayze em toda a sua glória de mullets e camiseta apertada em atitudes de bad boy de bom coração e música chiclete e se apaixonando por uma menina rica do nariz engraçado.

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3. Quero ser Grande – para sempre e sem acordo o meu filme preferido de Tom Hanks, que é também um dos meus atores preferidos e que estranhamente me lembra o meu tio. A história de um menino que deseja ser grande, e fica. É engraçado, divertido, otimista, fico num ótimo estado de espírito e o filme, analisando friamente, também é muito bom, rendeu até indicação ao Oscar e o Globo de Ouro pro Hanks, de melhor ator, e a indicação de melhor filme comédia. Se é pra ser realmente honesta, quando eu era criança, eu queria que o filme acontecesse comigo. Vai dizer que você, moleque, não ia querer crescer e pular toda a parte chata do colégio e virar um criador de brinquedos? Sonho da vida de 11 entre 10 crianças legais, ne? E quando eu for gente, terei um tecladão daqueles pra repetir a cena clássica e tocar com os pés Chopsticks e Love and Soul, isso sim é que é vencer na vida.

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4. A Noviça Rebelde – ai gente, quando eu crescer, quero ser Julie Andrews. Uma das lembranças constrangedoras mais legais do primário, é a bandinha do Instituto Alvorada – Alvorada da vida a vontade de ser a escola querida – onde movidos pela vontade da dama Zilma Sá, a gente cantava e dançava jurando que realmente tocávamos alguns instrumentos. Começava com uns pauzinhos de madeira que batíamos um no outro, depois seguíamos pra pandeiros onde tocávamos com a mesma movimentação do pauzinhos, mas batendo o inocente e sofrido pandeiro na palma da mão; quando você conseguia fazer isso bem, ia pra a pandeirola, que não passavam de pandeiros mais bonitos. Engraçado que do tempo em que você não se envergonha do que faz em público, você se lembra com saudade de coisas que seus amigos vão te zoar pra o resto da sua vida e discursarão sobre depois da sua morte. Eu lembro com saudade de cantar – Dó um dia um lindo dia, Ré reluz a luz do sol, Mi, a mim que eu chamo assim, Fá é fácil de falar, Sol o grande amigo sol, Lá é bem longe daqui, Si indica condição e depois disso vem o Dó – num ensaio da banda, morrendo de orgulho de mim cantando do lado da Dona Zilma a música adaptada do filme no meu primeiro solo no vocal. Depois desse, cantei uma outra vez alguma coisa com um trem que não me lembro mais. O filme é uma delícia, lindo, e eu sempre quis casar com o pai dos meninos do filme e ser da Família Von Trap, até que cresci e percebi que a minha família também é Von Trap a nossa maneira.

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5. Fome Animal – Vou nem mentir que eu sinceramente acho que esse é o melhor filme de Peter Jackson – Morre Gandalf! Morde a fronha Frodo! – e é um dos filmes mais sangrentos que eu já vi. Meus personagens preferidos são o Macaco Rato de Sumatra, uma referência que o Jackson faz a King Kong – filme preferido dele- , que é uma criatura híbrida de um rato gigante que atravessou o continente pelo mar e quando chegou na Ilha da Caveira começou a abusar sexualmente de macacos pequenos. A criatura morde as pessoas e basta isso pra que elas, bem, virem zumbis sanguinários se não tiverem o membro mordido severamente amputado. O híbrido só aparece uma vez no filme e é bem gasturento, mas como a maior parte dos bichos toscos, ganhou meu coração. Também gosto do padre, mas tem como não amar um padre de cabelo platinado que luta kung fu e mata zumbis?

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6. Os Gremlins – Criaturinhas toscas e fofas que viram coisas verdes alucinadas e gosmentas tinham que ganhar meu coração. Quero um mogwai até hoje. Alguém conhece um japonês esquisito que tenha um? Coisinhas destruidoras bem engraçadas. Não dá pra negar.

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7. Os Goonies – mapa de tesouro, amigos, melhores dias da vida, passagem para a vida adulta e trilha sonora de Cindy Lauper, precisa mais?Guiga quer chocolate.

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8. Amor aos Pedaços – eu sempre termino completamente apaixonada pelo Favreau. O personagem dele me lembra muito o meu namorado, sempre fazendo o que não é usual, o incomum. A rotina agradável da intimidade, o conquistar diário com coisas realmente legais que saem sempre do lugar comum dos romances e do que se acha normalmente romântico, como músicas bregas de amor que cega e vira tudo o que a pessoa precisa na vida. Eu não gosto disso, e sempre prescindi de toda essa coisa melodramática de ‘só você me conheceu de verdade porque só você me amou e bla blá blá música de Celine Dion e mudança de status no Orkut – alguém ainda usa isso?- e aquela necessidade de mostrar pra cada cidadão do globo que você venceu na vida e tem alguém pra chamar de seu – vibe música de roupa nova, ‘eu te amo e vou gritar pra todo mundo ouvir, ter você é meu desejo de viver’, simplesmente a coisa mais triste que pode acontecer com alguém – e o filme é pra pessoas como eu, que amam baixinho e deixam em paz os passarinhos. A minha parte preferida é a parte do anão, amor imediato. Um filme pra rir de si mesmo, e um dos meus preferidos.

9. O Exterminador do Futuro 2 – preciso explicar? Robôs vindos do futuro que ficam tentando se matar! Balas, frases de efeito, coisas explodindo, mais balas, rock oitentinha, mais explosões, não tenho como não amar. Hasta la vista, baby.

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10. Curtindo a Vida Adoidado – marcou muito mais que uma geração e continua fazendo bem. Curtamos então.

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Também podia citar Um dia a casa cai e férias frustradas, mas curtindo a vida adoidado levou a última vaga. E aí, quais filmes deixam vocês felizes?

Da série: daquilo que me irrita – cinema

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Eu comecei a fazer posts sobre filmes por força de pedidos de indicações que sempre recebo. Claro que eu acho que se alguém me pagasse pra ver e comentar a parte do comentário perderia boa parte da graça, mas ia ser um emprego bem melhor que qualquer um que eu consiga estudando Direito. Eu não costumo ler outras resenhas dos filmes que decido comentar. Na verdade poucas coisas me irritam mais do que ler a opinião de críticos “profissionais” sobre filmes. E até parei mais ou menos de postar resenha aqui pra tentar entender a razão de eu me irritar tanto com isso. Mas como eu sou dura na queda, cheguei a uma conclusão que para mim faz todo o sentido do mundo – e isso quer dizer que mais ninguém vai entender xongas.
Eu tenho vontades. Tanto de tomar sorvete de limão num dia quente – ou frio – ou de escutar a Rock DJ quando eu ligo o – inserir a palavra de baixo calão que lhe for conveniente. E eu sou uma pessoa intensa, quase passional. Eu sempre fui mais Scorsese do que Polanski. Mais Garcia Marquez que Saramago. Convenhamos, eu nasci no nordeste do Brasil e gosto de colorido, de América Latina e daquilo que me faz humana. Eu acho que cariocas não entendem nada de carnaval porque ficar sentado vendo gente em roupas coloridas desconfortáveis é patético. Carnaval é meio de rua, é criatividade e folia de verdade. Minhas vontades são superlativas todas. Eu tenho isso como certo. Eu quero sempre muito, quero sempre agora e quero sempre me lembrar de que eu estou viva agora, não daqui um tempo.

Então, quando eu quero ver um filme, dificilmente qualquer filme dá certo. Eu tenho vontade de ver comédias romanticas, ou suspense bem amarrado, um drama bem construído. O filme que eu quero ver pode ser pra me distrair ou porque eu ando querendo conhecer algo, rever um ator que eu tenha gostado em algum filme ou série. Se eu não estiver no clima de seriedade, dificilmente vou gostar de Louca Obsessão. E eu adoro Louca Obsessão.
Certos filmes são apenas entretenimento. Não se pautam a criar valores, ou o público não deveria deixar que o fizessem. Cinema pra mim pode ou não ser coisa séria, mas é sempre uma vontade a qual eu me entrego feliz. O problema é que se cria muita teoria sobre filmes onde eu nem sempre consigo ver a necessidade. O Código da Vinci me parece uma tentativa desesperada de ganhar dinheiro as custas de um best-seller sim, mas uma direção de pulso mais firme e a ausência de infográficos teriam ajudado. Casablanca não é cult, e ver filmes em preto em branco não faz de ninguém um intelectual. Há dias em que eu tenho necessidade de Casablanca, que é um dos meus filmes preferidos e um Zé aí que o tinha como uma catarse e passou a odiar o filme por ter se apaixonado pela Ilsa aqui e eu não acho que neuróticos façam o meu tipo. Ele disse que o filme foi destruído por mim e tinha parado de analisar a película pra não pensar em mim. Oh Céus! Meus sais!
O que eu estou tentando dizer é que cinema por vezes é só cinema. Uma história encenada que pode ou não ser crível e eu preciso estar disposta a passar uma hora e meia da minha vida vendo. Não que vá ser sempre bom, ou deva ser sempre ruim, mas tenho visto uma acidez desnecessária e pouco prática por aí. Vi uns amigos descerem a lenha em PS. Eu te amo. Como eu já vi faz um tempo, fui rever. Caramba, eu adorei o filme. Não achei uma história que devesse dar o Pulitzer pra ninguém mas é um filme gostoso de ver. Não sei se porque eu sou muito parecida com o Gerry da história – e paquero a ideia de performances musicais estapafúrdias e venais – e namoro uma pessoa tão organizada e responsável quanto a Holly. Eu me identifiquei com a idéia de que exista um amor tão grande que a morte iminente não acaba com a necessidade que se tem de cuidar de alguém.
O Butler tá deliciosamente interessante, o Daniel – não sei o nome do ator – é inteligente, a Swank tá bem como a Holly e eu não sei resistir a Jeffrey Dean Morgan, ainda mais quando ele é da Irlanda, marrento e sensível, toca violão, lança aqueles olhares bem dele e… enfim. é um romance com uma trilha sonora gostosa, uma fotografia bastante boa e cheio de personagens masculinos mortos – sem trocadilho – de charmosos. Praticamente irresistíveis. Mas não resolve a crise econômica e nem se propõe a isso. É pipoca pra comer de dois, agarrado no sofá ou com as amigas, pra comentar maliciosamente todas as seqüências. Cinema pra mim é vontade. E eu estava com vontade de ver uma história em que um cara conhece uma garota, acontecem vários problemas e no final dá tudo certo. E se você pensar bem, até sexta-feira 13 é assim.

Um ano de filme Kabluey(2007)

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Salman (Scott Prendergast) ajuda sua cunhada (Lisa Kudrow) a cuidar de seus terríveis filhos enquanto seu irmão está no Iraque e tenta manter a família unida. Para isso aceita um trabalho humilhante em que tem que se vestir de um boneco azul gigante.

E o que você pensaria se visse um boneco azul gigante em acostamento de alguma BR por aí?

O que faz Kabluey – que por alguma razão eu só quero chamar de Flukey – um filme ótimo é ser hilário em suas coisas mais simples. A graça da coisa é exatamente o cotidiano dos personagens: o cunhado babaca, a fofoca das esposas ricas, a cara de demente de Salman (Scott Prendergast). Acredito que seja o primeiro longa do diretor e também roteirista Prendergast, definitivamente alguém para se ficar de olho e criando expectativas de novos trabalhos de igual excelência. Além de ser realmente surpreendente que alguém com aquela cara consiga escrever, dirigir e protagonizar um filme tão inteligente, só prova que os nerds realmente são demais.

Eu gostei de tudo no filme, inclusive do fato de não muita gente saber dele, dado que eu sou egocêntrica e adoro saber do que mais ninguém sabe porque eu gosto de dar boas dicas para as pessoas. É mais um filme da leva de politicamente corretos que abordam o Iraque e o drama das famílias com parentes em conflito armado. Lisa Kudrow está ótima como a esposa de um marido em guerra e os meninos são realmente uns pequenos demônios e dazem o tio parecer ainda mais babaca.

A direção cuidadosa de Prendergast nos dá um filme de uma fotografia linda, um elenco afinado e uma trilha sonora personagem do filme, que complementa o tom de várias situações. É divertido e inteligente, sem forçar ou pesar a mão em qualquer ponto. O meu tipo preferido de filme, com ROTEIRO inteligente, um elenco realmente bom e só lamento que o personagem de Jeffrey Dean Morgan tenha sido tão secundário sendo ele tão ótimo.

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Não dá pra não botar foto dele

A ideia de Kabluey é o crescimento e o encontro de uma família em crise consigo mesma para que, juntos, consigam encontrar a força para superar os problemas. E se para reunir a família for preciso usar uma fantasia de um boneco azul gigante, então será feito.

Um ano de filme – Stardust: o mistério da estrela

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Neil Gaiman, autor da série Sandman que é a minha nova paixão, tem definitivamente o meu respeito. Stardust, longa baseado em livro homônimo de Gaiman, parece lembrar as fantasias que tem início, meio e fim em um único filme. Não revoluciona o gênero, não deixa mistérios no ar, não me enche a paciência e para o meu deleite não segue a linha O Senhor dos Anéis no quesito marasmo – podem jogar pedra quem quiser, mas não, eu não gostei e não tenho problemas com isso.

Eu não li o livro ainda, mas é uma idéia que espero consolidar no meu aniversário, e não duvido que seja melhor que o filme dado que é uma constante em longas que saem de páginas de romance. O problema é que o filme é ótimo. Uma fantasia bem amarrada, sem pontas soltas, com um humor sombrio e adulto que é a marca de Gaiman em um roteiro inteligente e um orçamento de 65 milhões de dólares bem distribuídos em efeitos especiais que não aparecem mais que o filme, um elenco que realmente trabalha e uma fotografia de grande qualidade.
O jovem Tristan (Charlie Cox) sonha em conquistar o coração da bela Victória (Sienna Miller), que nada sente por ele. Em uma noite, uma estrela cadente surge nos céus e ele promete ir buscá-la para dar de presente à amada, como prova do que sente. Porém, para isso, ele terá que atravessar uma grande muralha protegida por um incansável sentinela. Do outro lado do muro, Tristan irá conhecer um mundo novo e encantado, que ele nunca imaginou, Stormhold.
Além de toda a história bonitinha, Michelle Pfiffer realmente convence como Lâmia, a bruxa malvada que quer comer o coração da bela Yvaine (Claire Danes). A cinquentona parece ficar mais bela a cada dia e realmente não imagino outra pessoa no papel. Merece destaque a sempre brilhante atuação de Robert de Niro como o capitão Shakespeare, simplesmente impagável.

ps.: As imagens eu fico devendo porque eu sou cliente mikrocenter e é lógico que a internet tá uma droga agora.