Essa deprimida sou eu

Publicado em Crônicas, Idiossincrasias

Ter depressão, para mim, é um processo de esquecimento. Eu esqueci as metas traçadas ainda menina; esqueci de marcar (e comparecer) a um barzinho com as amigas de colégio; esqueci de ir visitar minha vó e minha tia; esqueci de estar lá e ver meus primos crescerem. Esqueci de levar a cachorra para passear; esqueci de tirar foto naquele dia bom e dos dias bons como um todo.

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Esqueci de participar da vida do meu tio-irmão e de ser uma tia-prima dos filhos dele. Ter depressão é tomar sustos. Um dia eu descobri que meus primos caçulas, filhos do meu tio-irmão, já estavam grandinhos e eu nunca tinha nem visto o menor! Um dia a minha prima que era a luz da minha vida quando eu era adolescente já tinha 17 anos. Ter depressão é se afastar sem querer, porque eu funciono em um mundo diferente e não consigo me dar conta de que o mundo de verdade não espera até ver que faz muito tempo que o boi já foi com a corda.

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Ter depressão é diferente de ser triste. E isso deixa mais difícil de diferenciar um do outro e começar a tomar as medidas necessárias. Tratar a depressão é como malhar muito, pesado, como esse pessoal maluco do crossfit. É como se eu nunca tivesse me mexido e de repente começasse a virar pneu de trator com um braço só. É conseguir virar o pneu.
Tratar a depressão é como recuperar a memória de todas as coisas que pareciam esquecidas. Tratar depressão é um processo muito lento de perder o medo. A minha depressão é, em grande parte, um medo incorporado em coisas inofensivas e em grandes coisas também. Medo de sair na rua, de cair, de assalto, de perder alguma coisa, perder alguém, de dirigir, de falhar, de tudo. É também colocar o resto do mundo inteiro na fila prioritária da minha atenção.Tratar o problema é aprender a ver cores. É usar óculos pela primeira vez e ver a vida entrar em foco. A minha vida. A minha pessoa.
Hoje eu fui tomar banho, e enquanto eu mexia no spotify, achei uma playlist de pop nostalgia. Tratar a depressão é tirar o chinelo e dançar no chuveiro grandes keep on moving e livin’ la vida loca.

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Tratar a depressão é tomar um banho de 40 minutos dançando sem parar e estar toda quebrada, mas feliz, duas horas depois. É se amar por isso.

O café

Publicado em Crônicas

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Desenvolvi recentemente um amor novo que achei, sinceramente, que jamais viria a sentir. Mas esse ano está esquisito mesmo, e eu preciso dizer que vai indo até bem, dadas as circunstâncias de eu ainda não ter encontrado um gênio da lâmpada. Também não procurei, se isso conta.

O fato é que eu, depois de uma vida inteira fiel ao café de mainha, comecei a pagar por uma xícara de café nesses cafés chiques aí da vida. Não foi aquele, o verde, onde tudo quanto é hipster vai para postar foto no instagram, não. Esse aí é ruim, fraco e doce. Eu já provei, não é café de verdade e integra, ao lado daqueles sanduíches servidos por um palhaço, o dueto de comida de plástico que me faz questionar algumas amizades.

Tomei café num desses cafés de shopping. E olha, meu coração acelera e parece saltar do peito de emoção só de lembrar do cheiro e do sabor daquele cappuccino. Virei adepta dos expressos, confesso, e sou uma convertida apaixonada e dedicada. A espuma do leite, o cheiro de café forte e os pedaços de chocolate amargo no fundo da xícara fizeram de mim uma pessoa que faz questão de vários sabores harmoniosos e de cheiros que criem uma impressão que dure dias.

E eu fiquei lá, eu e o café, em um momento íntimo. E lá em cima da mesinha retrô da cafeteria, ele me seduzia com aquele cheiro vibrante e me prendia em espirais de amor com aquele calor que saía dele. E o resto da cafeteria seguia a vida sem se dar conta daquela nova paixão que crescia ao som de um disco antigo de Chico e tinha cheiro de café moído na hora.

A única mancha nesse amor novo, porém imenso, é o fato de que a xícara de café custa dez reais. Dez reais uma xícara de café. Paguei. Paguei e me senti quase mal de não ter um salário bom o suficiente que me proporcione a quantidade de café que me faz funcionar direito. Paguei e me senti quase suja, como quem dá desfalque no orçamento para sair com acompanhantes de 3 dígitos. Paguei, dei adeus àquela xícara usada, que tinha a borda suja do meu batom vermelho que também se sujou com alguma gota do precioso café que lhe escorreu e ficou lá como prova da conexão sublime que tivemos em um “para sempre” que só duraria até que um encarregado lavasse os copos.

Paguei e não olhei para trás quando deixei o lugar. Tinha comigo a sensação de que não era mais a mesma. Tinha também a sensação de que mesmo sendo tão bom ainda era um erro. E antes que eu me entristecesse mais, lembrei do cheiro do café da minha mãe, que com dez reais faz várias, incontáveis – porque nunca contei – xícaras.

E eu soube, entre suspiros, que os amores antigos tem mais amor que as novidades. E quando for especial mesmo, o amor antigo ainda é servido com tapioca.

O dia em que me apaixonei por Recife

Publicado em Crônicas, Idiossincrasias

O dia em que me apaixonei por Recife estava nublado e cinzento. E o meu amor descontrolado não se manifestou numa ladeira que termina numa igreja antiga recheada de ouro de minas exploradas por portugueses malvados. Não tinha som de frevo, não tinha passista e nem Alceu Valença, que é um caboclo que eu sempre amei, e que gostaria de topar com ele numa dessas ruas famosas podia ser até nesse dia. A Rua da Moeda.

O dia que Recife ganhou de vez e definitivamente o meu coração tinha uma garoa intermitente e eu tinha um sapato novo que criminosamente decorou meus pés, os dois, em calos de sangue dolorosos. E, embora não tenha tido nenhum frevo, Alceu Valença, Brennand, galo da madrugada ou jogo do Sport, o cenário foi, como não poderia deixar de ser, as ruas do Recife Antigo. E, como sou eu e como é Recife, começou na Cultura do Paço. Sim, virei íntima.

Eu tinha ido lá procurar um livro e quando a chuva passou, fui convidada a abstrair e dar um passeio pelas ruelas próximas, rapidinho, “só porque eu vi uma coisa que eu acho que você vai gostar”.

E gostei. Saímos da Cultura e viramos na esquina a esquerda mais um bloco ou dois e precisei relevar a dor e a minha falta de disposição de ignorá-la. Mas fui, e la na Rua da Moeda molhada, meu amor por Recife, que não se desfaz de seus coqueiros tortos pela força do vento, surgiu, como não poderia deixar de ser, pelo estômago.  Pelo olfato, se me permitem alguma exatidão. Fui fisgada pelo cheiro antes.

Em um desses casarões  com talvez mais idade que o guaraná de rolha, umas mesinhas cobertas abrigavam os cafés de um pessoal que conversava tão alegre e compenetrado que não pude deixar de achar bonito. Sentamos dentro da padaria de paredes recheadas de cartazes e avisos e convites para toda a sorte de eventos culturais e políticos e eu fiquei rindo vendo, porque é exatamente o tipo de lugar onde meu esquerdismo-curioso-artístico se sente em casa.
A padaria não tinha muita variedade no balcão simples, mas não por falta de talento, é que não precisava mesmo. Eu vi aquelas coisinhas com aquele cheiro e gorda que sou comprei variadas coisas e trouxe para casa depois. Um bolo de cocada, um bolo suíço, um bolo de rolo e uma torta de banana.

Tudo o que eu comi estava ótimo daquele jeito cheiroso e artesanal que só as coisas realmente boas são capazes de ter. E eu fiquei naquela padaria imaginando como seria fazer dela meu lugar de escrever. E foi a primeira vez em que eu realmente me imaginei morando aqui definitivamente.Só para poder passear mais por todas aquelas ruas melancólicas saudosistas de tempos passados. Aquelas ruas charmosas mesmo sem encontrar Alceu Valença (mas já encontrei Santana, o cantador, o Woody Allen pernambucano) com aquela mansidão calma que não pretende ser maior ou o melhor de nada. Só estão lá, testemunhando meu suco de acerola com salgado de nome estranho e meu pacotinho de doce para depois, quando a saudade bater.

Pronto Recife, comi aquela tortinha e já te amo irremediavelmente. Vou começar a utilizar oitcho, muitcho e fúba no vocabulário de todo dia. Capaz até de torcer pelo Santa Cruz. Olhando assim, já com tudo escrito, fico pensando se não tem quem pense que aquela padaria está lá por culpa do PT, só para entupir nossas coronárias.

Deus criou aquela padaria e o diabo nos fez engordar. Só pra garantir o equilíbrio do mundo.

Minha Primeira Ruga

Publicado em Crônicas, Idiossincrasias

As coisas que eu quero andam com a mania feia de serem incompatíveis com aquelas que eu preciso. E nessa escala de urgência se leva a vida inteira. Aquela prova de história no segundo ano que me tirou do cinema com aquele “amigo” pra me jogar no meio de uma civilização antiga que era bem cruel e que agora não me ocorre o nome. Quando o delta do Nilo, a área do triângulo e o movimento retilíneo uniforme são mais importantes do que ter dezesseis anos.

Você deixa de fazer o que você quer, e eu queria mais o cinema que o amigo, pra fazer o que você precisa e com isso ganha um título de responsável. As pessoas te levam a sério, escutam o que você tem a dizer. E eu ganhei toda uma reputação de inteligente e responsável por adiar minhas vontades até que as obrigações estivessem satisfatoriamente executadas.

Tomei algumas decisões profissionais estranhas. Fiz coisas que não gostaria. Cheguei onde eu não planejei. Mas nunca, em nenhum momento, eu achei que as coisas que eu quero e gosto não dariam certo ou chegariam nunca. Minha protelação com as minhas ambições pessoais é tal que me atrapalha. E eu acredito que é só por essa fé descabida de escrever todos os contos do caderno de capa azul (meu caderno de ideias para contos que fica ao lado da cama), ir a todos aqueles lugares do livro da Elizabeth Kostova, ver todos os restos de história que eu via nas aulas ainda hoje resistindo a uma modernidade atroz que me faz adiar os momentos.

E eu aprendi a apreciar o momento enquanto faço o que eu quero e a estender em nome de um otimismo travestido de protelação. Daí fico mais dez minutos ao telefone com aquele amigo distante, mais meia hora no messiene com aquele outro amigo com quem é divertido reclamar da vida e mais uma semana longe de casa. E eu venho percebendo que meu paladar mudou. Eu ando menos de sair, menos de lugar, mais de pessoas, mais de mim. Meus livros ganharam mais peso, como os filmes, silêncios, conversas. Melhor lugar continua os privados, mas estão infinitamente superiores. Tem sido melhor ficar em casa. Tem sido melhor tudo.Até o meu cabelo. 

Até que um dia, e esse dia chega pra todo mundo, eu achei minha primeira ruga. E ela me soou como uma marca de que as escolhas que eu adiei e que achei que viessem um dia podem não chegar. E a rotina de limpeza do rosto mudou. Agora eu quero mais tempo. Mais tempo pra cumprir o que eu tenho que fazer. Mais tempo pro que eu quero fazer que não é mais depois. E sou eu voltando a escrever depois de meses. Eu cheia de coisas a dizer depois de encarar minha primeira ruga constantemente depois de três dias.

No começo, eu odiei. Eu a encarei entre lágrimas. Estou envelhecendo, estou morrendo, acabando. Eu não fiz o que eu tinha que fazer ainda, como eu posso já ter uma ruga? E aí eu vi que a ruga, mais que o sinal do tempo, é um lembrete de quem eu sou. Ela está acima da minha sobrancelha esquerda. E veio de tanto eu arquear tentando entender a vida, o comportamento das pessoas e o sucesso de calças saruel, mechas californianas, tatuagem de estrela na nuca e borboleta no ombro, roupas de tafetá, luzes vermelhas no cabelo e unhas decoradas. Nunca entendi, mas não deixei de me perguntar. 

A minha ruga vem do meu constante estranhamento com a vida, de me preocupar demais, de ficar triste com a constante necessidade de bagunçarem minha internet. Vem da minha capacidade de me surpreender, assustar, e me embasbacar com o mundo. Também me lembra de que eu ando muito mais centrada e menos nostálgica, lembrando que as coisas tem sempre um início e um fim, ando de bem com isso. Comecei a gostar dela, mesmo eu achando que a primeira ruga que eu acharia seria o bigode chinês de tanto eu rir. Acho que tenho estado mais pensativa do que sorridente, mas é bom saber que eu penso mais. É isso ou as risadas são rejuvenescedoras, o que me restaura a fé na vida mesmo que eu precise usar anti-idade. 
Engraçado que encontrar minha primeira ruga tenha me feito mudar, ou ver que mudei, tanto. Eu começo a esquecer nomes de pessoas da televisão que sempre soube, mas meu raciocínio nunca foi tão veloz. Não me lembro da roupa que usei pra sair com os meus amigos mais novos a última vez que fiz, mas me aproximei das antigas amigas, que por uma razão e outra chamada vida, acabei afastada. Eu ando a mesma eu que era aos dezesseis, mas numa versão tão melhor internamente que se me contassem, nem eu mesma acreditaria. Anna, aos 16, tinha tanto desejo de mundo quanto eu tenho de continuar “caminhando pra dentro”, como disseram no meu outro blog. É como se aquela pessoa que eu era tivesse morrido, mas eu já aprendi que o que morre é sempre o ponto de vista.

E eu até voltei a escrever.

Todos são críticos

Publicado em 750 palavras, Crônicas

Eu comecei a escrever com onze anos. Tudo começou com um caderno que ninguém podia ver. Tudo começou sentimental, sem roteiro, sem história, sem leitores. A maior parte das coisas que eu escrevi na vida eu nem mesmo reli ou mostrei a quem quer que fosse. Era mais pra tirar da cabeça o que ia ao pensamento, eu não tinha muita gente com quem conversar. E eu fui educada pra não chorar, ter sentimentos ou demonstrar fraqueza. 
Nada do que eu escrevi nesse caderninho deixou de soar piegas, dramático, exagerado ou dramático. E nem eu tinha qualquer amor por nada que tivesse ali a ponto de deixar de jogar o caderno no lixo quando a última página fosse preenchida.
Antes de mostrar algum caderno inteiro pra alguém, escrevi uma história de amor cosplay de romances Nova Cultural, assim… DOCE DE MAMÃO COM AÇÚCAR que fez sucesso entre as amigas e que o professor de literatura pegou sem eu saber e fez uma série de anotações em vermelho dando uns toques. E ele fez um auê tão grande com isso que eu me senti muito especial e talentosa. Professor Álvaro, onde você tiver, eu te amo. Aqueles cadernos, mesmo, os que substituíam psicólogos e amigos, eu não mostrei pra ninguém.
Eu também tinha uma amiga que estava sempre se gabando de amigos poetas que lhe escreviam poesias que ela exibia orgulhosa no caderno dela. Eu gostava da poesia deles, mesmo que não gostasse muito de poesia. Daí, mandei meu caderno pra um deles, que voltou com uma cartinha rimada, um pequeno poema que Fernando Pessoa que me desculpe, mas é meu preferido até hoje. Foi assim que eu conheci os gêmeos Álesson e Alessandro. 
Nada do que eu escrevi nesse tempo foi pensando em ser escritora. Nada do que eu escrevi nessa época foi pensado, planejado, estruturado. E graças a Alesson que jamais me devolveu o último caderno, tudo se perdeu para todo o sempre, amém. Primeiro que era tudo sentimental demais, como tinha que ser, para eu querer ler de novo. Segundo que não quero mais, e pronto. Nem tudo o que se escreve precisa ser mostrado, do mesmo modo que ter uma câmera não faz de ninguém um fotógrafo e comer não transforma ninguém em um talento da gastronomia. Eu não era escritora porque eu escrevia (e não sou agora). Ser escritor está além. Implica viver disso, eu no máximo vivo com isso.
Eu sempre quis ser escritora, desde sempre, única vontade que nunca passou. E eu senti um frio na barriga que só de lembrar sinto de novo quando a minha professora publicou sem eu saber um conto curto e bobo meu no Clandestino, que voltou a ativa e a professora Karine e Mário Gerson não vão saber nunca a alegria que me deram com aquele “escritora” embaixo do meu nome. 
Do meu caderninho secreto com onze anos até hoje, muita coisa mudou (e falta ainda muito). Eu perdi a vergonha, aprendi a levar a coisa mais a sério, conheci meus leitores que me leem por cima do meu ombro ainda que eu nunca tenha visto na vida. Conheci pessoas cuja opinião eu realmente escuto ( e me leem sem revisão, no primeiro rascunho, cru e seco). Tenho um blog onde eu fui me despindo de pudores, de personagens, e fui me mostrando tanto que quem me lê há mais tempo consegue ver algum crescimento. E fui ter quase crise de pânico quando me convidaram pra falar sobre ser escritora na Feira do Livro daqui. Se isso faz de mim uma escritora reconhecida pela minha própria comunidade eu não sei, mas me faz feliz pra caramba.
Hoje eu estava zapeando pela internet enquanto fazia de conta que estudava e caí num site para novos autores feito por novos autores de um amigo meu. Tinha um texto lá falando de seis ‘defeitos terríveis’ de escritores. E o cara desenvolveu uma crítica pouco clara, nada objetiva, absurdamente arrogante e com uns erros de grafia que me fizeram precisar de alguma boa vontade pra não colocar tudo na conta do “vou fazer de conta que eu não vi” e seguir com a vida.
O negócio é que o amigo administrador do site é um amigo de quem eu gosto e eu sei que o site está lá por causa de muita boa vontade que ele tem para ajudar quem tá começando e dividir informações. Acho louvável. Mas nem tudo são flores. Eu tenho percebido que a coisa anda piorando depois que eu comecei a prestar atenção. Aparentemente ser crítico é descer a lenha do modo mais inconsequente possível. E está até ficando chato ver a voz que é contra tudo e todos se levantando sempre pra tudo. O texto do menino ficou na minha cabeça. Conversei com o meu amigo depois, ele disse que o autor do texto deu uma cacetada nele tão grande que ele parou de escrever durante um tempão. Achei meio irresponsável. 
Então, jovens autores, como eu, eu tenho uma dica. Só uma. Cuidado com as críticas. A crítica existe para que você melhore. Mas existe a que é feita com responsabilidade e respeito e existe aquela que te diminui e te faz se sentir incompetente. O melhor crítico é aquele que te ajuda sem destruir seu espírito. Ele deixa que você saiba que gostou, quando gostar. E sabe a diferença entre o que ele não gostou porque o que você escreveu não se adequa às preferências dele, não necessariamente implicando que está ruim. E aponta os defeitos que ele encontra em coisas que ele pode ou não ter gostado. E respeita tudo o que faz do texto o seu texto, sem implicar em traumas. E é preciso algum senso crítico seu mesmo para saber filtrar e crescer sem que o seu trabalho seja mais do mesmo.
Acredito que ser um bom crítico seja tão difícil quanto ser bom escritor. De verdade. Apesar do que uns e outros fazem parecer.