As coisas que eu quero

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Eu quero comprar aquela cozinha do catálogo. Quero aquela mesa amarela. Quero aquela vista. Todas as crianças fazendo bagunça cedo demais no domingo. Aquela música tocando fora de hora. Aquela risada cúmplice. Aquele hotelzinho em meio de mês. O cheiro dos pés de hortelã perto dos de alecrim. O molho de tomate dos meus tomateiros. O cheiro de pão assando. A fruta do pé. Ficar suja de manga espada. Ensinar a se sujar de manga.
Eu quero aquele dia de preguiça. Aquele filme de sessão da tarde. Aquele suspiro cansado de meio de semana. Quero aquele vinho, ouvindo aquela música. Quero o cheiro de pão assando de novo, quero geleia caseira. Quero a casa cheia para sonhar com a casa vazia. Quero os livros, todos eles. Quero aquele vestido velho, a camisola nova, o jeans preferido, a blusa rosa.
Quero o cheiro da minha vida, com os temperos dos outros lugares. Quero o sol nascendo na janela. Quero meus amigos chegando quando o bolo terminou de assar.
A mesa cheia de gente e de comida. Quero ouvir minha respiração, sentir meu coração e ter paz quando olhar em volta.
Mas vou parar de ler jornal, porque se eu continuar lendo, vou querer tudo isso bem longe daqui.

Listão de livros lidos em 2014

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  • Ano passado eu estava toda feliz que era ano novo (!) e tive a estúpida ideia de me dar uma meta (!!) sobre livros que eu leria no decorrer do conturbado 2014. A ideia original era ler os livros que eu já tinha e me dedicar aos grandes nomes que lotam prateleiras da minha estante, mas que eu não lia já tinha um tempo graças ao gosto recém adquirido por livros bobinhos despretensiosos.
    Ia começar por uma edição de As Ilhas da Corrente de Hemingway, mas essa ideia morreu logo de saída porque decidi que ia finalmente concluir os 3 capítulos que faltam pra terminar O Senhor das Moscas. Também não rolou. Eu ganhei um livro lá da segunda temporada de Percy Jackson e acabou vencendo a ideia de que leria todos os meus livros “inteligentes” quando terminasse os bobinhos.
    E ia ler um livro por semana.
    (!!!)
    Eu sabia que conseguiria. Só não achei que fosse ser tão apertado e tão questionável. No meio do processo eu peguei uma gripe que se recusou a me largar e entre febre, nebulização e soro, fiquei bem dois ou quatro meses e como não consegui voltar com o mesmo ritmo, dia 21 de dezembro faltavam dez livros em dez dias e foi ótimo correr contra o tempo.
    Vamos lá mostrar o listão:
    1.    O mar de monstros – Rick Riordan
    Comecei a ler os livros de Percy Jackson porque ganhei O Herói Perdido de natal e todo mundo disse que era legal ler Percy Jackson antes, daí tava eu obcecada com mitologia grega em pleno janeiro com todo mundo na praia.
    Curti pra caramba.
    2.    A maldição do Titã – Rick Riordan
    3.    A batalha do labirinto – Rick Riordan
    4.    O último olimpiano – Rick Riordan
    Que Héstia tome conta dos nossos lares.
    5.    A canção de Aquiles – Madeline Miller
    Como eu falei, eu tava obcecada. O livro conta a história da Ilíada, só que contada por Pátroclo, o marido de Aquiles. Comprei pela capa, pelo contexto. Comecei achando chatíssimo porque eu sou um caminhoneiro e toda aquele trelelê poético tava me enchendo o saco muito mais do que curtindo. Só que eu adoro a história e teve uma hora em que o livro simplesmente me pegou e do meio pro fim eu já tinha me apaixonado por Aquiles e desapaixonado. E por Pátroclo, que eu amo até hoje, por Ulisses e até por Agamenon e por Quíron. Adorei mesmo.
    6.    Abandono – Meg Cabot
    Comprei porque tava na vibe da mitologia grega, ai comprei esse porque era baseado no mito de Perséfone. O livro é uma droga. Nem vou terminar a série. Mais fraco que caldo de bila.
    7.    Segredos de Menina – Maitena Burundarena
    Eu adoro Maitena desde Mulheres Alteradas e achei que o primeiro romance dela ia ser um ótimo modo de abrir meu apetite pra outra coisa que não fosse grego (nessa época também viciei em iogurte grego. Pois é.
    Mas a verdade é que estava de ressaca ainda da Canção de Aquiles e não consegui me ligar muito a ele por umas semanas, mas ainda bem que me liguei porque o livro é ótimo. Ela narra o cotidiano de uma adolescente na Argentina dos anos 60 e é muito bom pra ver o cenário político peronista.
    8.    Diário de um banana: Rodrick é o cara – Patrick Jeffrey
    Fiquei de castigo esperando maridon na livraria e só deus sabe o quanto eu adoro essa série.
    9.    Os últimos quartetos de Beethoven – Luis Fernando Veríssimo
    Eu sempre volto a Veríssimo porque os amores mais antigos têm sempre um jeito especial de te fazer bem. E eu adoro o Veríssimo desde que consegui mais capacidade de leitura do que Ivo Viu a Uva.
    10.    Diário de um banana: A gota d’água – Patrick Jeffrey
    Novo rolê na livraria.
    11.    Os pequenos perpétuos – Jill Thompson
    A primeira gn do ano. Eu li porque eu adoro Sandman e compro tudo o que se ligue a Neil Gaiman ainda que rapidamente. Os desenhos são fofos fofos, mesmo que de um jeito meio esquizofrênico.
    12.    Habibi – Craig Thompson
    Eu ADORO esse cara desde Retalhos, mas nada me preparou pra Habibi. É totalmente espetacular. Ele relaciona trechos da Biblia com o do Corão e eu tenho um monte de coisa pra dizer dele, mas não quero estragar a surpresa. Leiam. Sério.
    13.    Eleanor & Park – Rainbow Rowell
    Ganhei esse livrinho e comecei a ler pensando que ia ser legal pra recuperar o tempo da minha ressaca pós Canção de Aquiles. Jovem tola eu. Eleanor & Park tem a sensacional característica de ser mais e ao mesmo tempo ser o que quem lê entende que seja. Quem só quer uma bobagenzinha sobre um garoto e uma garota no ensino médio encontra, mas quem quer um draminha complexo com auto aceitação e problema sério de verdade, também encontra.
    Eu nunca pensei que ia gostar de ler alguma coisa que uma pessoa chamada ARCO ÍRIS escreve, mas olha, fiquei fã de verdade. Totalmente espetacular e vocês lendo distopia idiota.
    14.    O filho de Netuno – Rick Riordan
    Precisava saber a sequência ne?
    15.    A marca de Atena – Rick Riordan
    16.    A festa de Delirium – Jill Thompson
    A sequência dOs Pequenos Perpétuos.
    17.    Bruxos e Bruxas – James Patterson
    Fiquei muito surpresa de descobrir que James Patterson escreve livros pra jovens adultos, pensei que só escrevia coisa de detetive que lia na adolescência.
    18.    Do amor e de outros demônios – Gabriel Garcia Marquez
    O AMOR DA MINHA VIDA ESSE HOMEM, vivo dizendo isso. Aí ele morreu e eu fiquei triste arrasada desiludida da vida e comprei um monte de livro que eu não tinha dele e agora to lendo um por ano pra economizar, já que a fonte secou pra sempre.
    Mas do amor e de outros demônios é espetacular desde o princípio, com aquela apresentação que sozinha é muito melhor que vários livros inteiros bons que existem por aí.
    19.    A casa de Hades – Rick Riordan
    A essa altura eu já tava me cansando de Percy Jackson
    20.    O começo de Tudo – Robyn Schneider
    Encontrei na internet uma lista de livros pra quem curtiu “a culpa é das estrelas” e esse tava no meio, eu li e gostei. Não é nada muito espetacular não, mas é divertido.
    21.    A extraordinária viagem do faquir que ficou preso num armário Ikea – Romain Puértolas
    Comprei pelo título, afinal, vamos combinar que é o melhor título de todos os tempos. O livro é super divertido e eu ri muito com a falta de noção mas não de oportunidade do faquir que ficou preso num armário Ikea. Vale muito a pena.
    22.    Mary Poppins – P. L. Travers
    O amor. O amor.
    23.    Todo dia – David Levithan
    Esse livro aparecia na lista dos livros pra quem gostou de A culpa é das estrelas, e achei promissor porque o David Levithan escreveu um livro que deu origem a um filme que eu gosto muito: uma noite de amor e música, mas a verdade é que eu li Todo Dia e o livro é uma merda.
    24.    O Dom – James Patterson
    É a sequência de Bruxos e Bruxas. A série é fraquinha, só li porque terminava sempre tenso e eu precisava saber como acabava. É uma distopia boba, mas é melhor que umas que vi por aí.
    25.    Claros sinais de loucura – Karen Harrington
    Esse livro é uma ternurinha. A menina coleciona palavras, tem um diário secreto e morre de medo de ficar louca. É uma história muito comovente de uma pessoa que passa por um inferno a vida toda e ainda precisa se fingir de que tudo está normal e lidar com coisas adolescentes normais como dar o primeiro beijo.
    26.    O fogo – James Patterson
    A terceira parte da série dos bruxos. Parei por aqui porque achei que terminou num gancho legal e dei por encerrada a minha necessidade de saber o fim. O quarto volume se chama O Beijo, pra quem tiver interessado. Eu não estou.
    27.    Os Goonies – Steven Spielberg
    Saiu pela Darkside a versão “romance” do filme que acho que vi mais vezes na vida – e todas ótimas – e eu tinha que ler. O livro é tão bom quanto.
    28.    De repente acontece – Susane Colasanti
    Engraçadinho nhem nhem nhem blé. Mesma coisa de um monte desses livrinhos saindo agora. Sexy sem ser vulgar, mas muito bobinho.
    29.    O projeto Rosie – Graeme Simsion
    Eu ADOREI esse livro. É a história de um professor de matemática com os dois pés no autismo nunca diagnosticado que nunca teve uma namorada que cria um questionário pra encontrar a esposa ideal. O livro é escrito pela ótica do personagem e tem um humor involuntário muito bem colocado. Emprestei a minha mãe pra ler e ela disse que era o livro de Sheldon de Big Bang Theory e que não tinha paciência.  (acabei de descobrir que lançaram a sequência desse livro totalmente delicioso e já estou aguardando ansiosamente a edição em português)
    30.    A lista de Brett – Lori Nelson Spielman
    Achei esse livro muito confortável. Foi bom me deitar na rede e não ver o dia passar porque estava vendo as coisas acontecerem, ora obviamente, ora não, mas sempre muito tranquilo. Rolou até identificação pessoal minha com a personagem principal, o que é estranho, já que eu sempre amo/sou algum secundário charmoso ou não.
    31.    Fangirl – Rainbow Rowell
    EU TE AMO, ARCO IRIS ROWELL.
    32.    O menino do dedo verde – Maurice Druon
    Tava adorando, aí no final tinha um anjo e eu odiei.
    33.    Todos os meus amigos são super heróis – Andrew Kauffman
    Esse livro é muito simpático. Talvez seja o livro mais simpático de toda essa lista. Meu amigo Filipe Sena me emprestou e eu me esqueci completamente de devolver até ver o livro nessa lista. Todos os meus amigos são lindos.
    34.    Uma longa queda – Nick Hornby
    Não sei se vocês sabem, mas Nick Hornby construiu meu caráter. E esse livro é totalmente maravilhoso – mas o filme é uma droga, não vejam – e eu queria muito ter pensado em contar uma história de gente que se conhece no alto de um prédio na noite do ano novo tentando se matar. Mas, como sempre, felizmente Nick Hornby pensou primeiro. Ufa.
    35.    O céu de Lilly – Fábio Barreto
    Gosto de Fábio Barreto desde os tempos do Orkut. E ele sempre foi ótimo, seja falando de cinema, seja escrevendo conto de ficção científica.
    36.    A velha casa na colina – Fábio Barreto
    Ele também é ótimo escrevendo terror.
    37.    Anna e o beijo francês – Stephanie Perkins
    Super fofex. Tem essa menina que vai estudar em Paris e a vida dela muda. É muito fofex delicinha, não tem tanta profundidade mas é bom pra um sábado de tarde na rede.
    38.    Lola e o garoto da casa ao lado – Stephanie Perkins
    É fofex delicinha que nem Anna e o beijo francês, vou continuar lendo a autora porque tem hora que tudo o que você precisa é um livro fofex delicinha.
    39.    Dizem por aí – Ali Cronin
    É o segundo volume da série “garota <3 garoto” e meu deus que livro retardado. Eu precisei dar crédito no começo do livro por ser um livro retardado pra meninas mas que não tinha um virtuosismo sobre como a virgindade é uma coisa que se você tem, você é boa e se não tem é biscate. “o começo de tudo” também é assim. Só que a medida em que o livro avança fica uma coisa bastante clara: se você é mulher e tem uma vida sexual ativa mas não tem um parceiro fixo jamais encontrará o amor porque o cara de quem você gosta de verdade vai ficar inibido. Ou seja. ¬¬. É tipo um skins, só que bem ruim, cheio de slutshame. Não tive paciência.
    Uma merda em dose pra cavalar.
    40.    Anexos – Rainbow Rowell
    EU TE AMO MUITO ARCO ÍRIS ROWELL!!!!!!!!!!!!
    Aguardando ansiosamente todos os outros livros dela irem morar juntinhos na minha estante.
    41.    Tamanho 42 não é gorda – Meg Cabot
    Meg Cabot é muito inconsistente. Ela precisa de um filtro. Mais Heather Wells e menos seja lá o que for aquilo em “Abandono”. E olha, tamanho 46 também não é gorda.
    42.    Música de Câmara – James Joyce
    Eu ganhei esse livro de um amigo muito querido de presente de natal e foi o meu primeiro livro de poesia na vida. Olha, eu adorei. A poesia de Joyce desse livro normalmente se perde na tradução, mas nesse caso o tradutor conseguiu recriar completamente a musicalidade do original. Totalmente espetacular. Não consegui largar.
    43.    Tamanho 44 também não é gorda – Meg Cabot
    Não é mesmo.
    44.    Daqui estou vendo o amor – Carlos Drummond de Andrade
    Como era bom o menino Drummond, né?
    45.    Educação – o roteiro – Nick Hornby
    Totalmente ótimo. Vejam o filme também.
    46.    A menina do capuz vermelho e outras histórias de dar medo – Angela Carter
    Tive um ou outro pesadelo relacionado com esse livro.
    47.    O presente do meu grande amor – vários autores
    Eu comprei apenas porque tinha um conto – ótimo – de ARCO ÍRIS ROWELL e acabei gostando de muitos outros e odiando outros. O livro é tipo 70% bom e 30% entre desnecessário e idiota.
    48.    Batman: a piada mortal – Alan Moore
    O amor. O amor.
    49.    Quem poderia ser a uma hora dessas? – Lemony Snicket
    Divertidinho.
    50.    Astronauta- magnetar – Danilo Beyruth
    Eu to curtindo pra caramba essas histórias da turma da mônica escritas por outras pessoas.
    51.    Astronauta: singularidade – Danilo Beyruth
    É melhor que magnetar. Mas eu gosto muito do Astronauta.
    52.    Bravura Indômita – Charles Portis
    Eu ADOREI esse livro. Só isso que eu comentarei.
  • 53. O Sangue do Olimpo – Rick Riordan
    que esqueci de colocar, mas li também.

E se os personagens da Disney se fantasiassem?

Imagem

Estamos acostumados a sempre ver a mesma imagem certinha dos personagens da Disney. Mas, e se tivesse uma grande festa de dia das bruxas no Mundo Encantado? Quem seus personagens preferidos gostariam de ser? Para responder a essa pergunta, o ilustrador Isaiah Stephens criou arte para 32 personagens e o resultado é extraordinário.

Eu adorei e simplesmente não consigo eleger um favorito!

Pocahontas como Katniss Everdeen

Pocahontas como Katniss Everdeen

Pocahontas como Katniss Everdeen

Aladdin como Ash, capturando um Pikachu muito simpático.

Aladdin como Ash, capturando um Pikachu muito simpático.

Ariel de Viúva Negra (achei conveniente, dada a história original)

Ariel de Viúva Negra (achei conveniente, dada a história original)

Aurora, de pacata Bela Adormecida a Daenerys Targaryen, a primeira de seu nome e mãe dos dragões.

Aurora, de pacata Bela Adormecida a Daenerys Targaryen, a primeira de seu nome e mãe dos dragões.

Bela, minha princesa preferida, como outra personagem feminina muito forte e querida, Hermione Granger

Bela, minha princesa preferida, como outra personagem feminina muito forte e querida, Hermione Granger

Branca de Neve de Mulher Maravilha

Branca de Neve de Mulher Maravilha

A Fera ficou demais de Hulk

A Fera ficou demais de Hulk

Mulan de Xena, a princesa guerreira (AMEI)

Mulan de Xena, a princesa guerreira (AMEI)

Quasímodo ficou completamente sensacional de Austin Powers

Quasímodo ficou completamente sensacional de Austin Powers

Veja a galeria completa aqui .

Top 10 Músicas de Formatura Infernais

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Escrevi a parte 1 e muita coisa ficou de fora porque a mesmice não tem fim, esse top sim. Vamos lá novamente:

1. Elevation – U2

Gente, sério. Não existe formatura sem U2. Aí tem o moderninho descolado que vai descer ao som de Elevation porque conheceu U2 recentemente e não percebeu ainda que não existe diferença de uma música para outra. E tem quem tenha visto na Veja que o U2 é bom e segue acreditando nisso até hoje. A banda de quem “curte” em música internacional.

2. Ana Carolina – Uma Louca Tempestade

Também não tem formatura sem um cristão que jura que todo mundo que toque violão sentado num teatro é o futuro glorioso da música nacional e se sinta lindamente romântico e de bom gosto obrigando todo mundo que tá ali pra beber a ouvir aquilo. Via de regra, quem se forma ao som de Ana Carolina, entra na igreja pra casar ao som de Cassiane. Coisa de gente que deixa depoimento no Orkut (RIP) de música de Celine Dion traduzida.

3. Simone – O Amanhã

É o tipo da música que o aluno ~profundo~ coloca e você pensa “ainda bem que não é natal” e BANG a música fica “o que será do amanhã? Então é natal a festa cristã” na sua cabeça eternamente até o próximo formando entrar com…

4. Survivor – Eye of the Tiger

Tem desses né? O lutador, aquela pessoa GUERRÊRA, que quase não se forma e tudo dele é mais sacrificado do que todo mundo (mesmo que todo mundo tenha passado exatamente pelas mesmas coisas), as provas eram feitas diferente pra ele e até a contagem da nota mudava. Coitado. O que? Tá achando absurdo? Deve ser o equivalente acadêmico de apanhar na cara, né?

5. Right Said Fred – I’m Too Sexy

Se for um cara malhado, é idiota. Se for um gordo, é legal. A lei diz que se não simular um strip vai escorregar e cair na filmagem.

6. Gonzaguinha – O Que é o Que é?

A pessoa que escolhe essa, além de pouco criativa, é aquela pessoa feliz, que faz saudação ao sol sem fumar maconha e mesmo assim parece estar permanentemente chapada pra poder justificar tanto otimismo e felicidade.  Coisa de gente que acorda cedo porque gosta. Fui a uma formatura que a menina vinha descendo uma escadaria com essa música e É BONITA É BONITA É BONITA e um bêbado gritou “é a puta que pariu”. Fim.

7. Jota Quest – Dias Melhores

A ironia é que a coisa só piora.

8. Engenheiros do Hawai – Até o Fim

Até o fim. Os indies nacionais. A música ganha um significado diferente se você calçou um sapato apertado ou a cinta tá apertando muito. O que não muda é a vontade de ir embora quando a música começa a tocar.

9. Zeca Pagodinho – Deixa a Vida me Levar

…pfff

10. Kenny G – The Moment

ATÉ QUANDO?

Top 5 Melhores Músicas pra Fazer Strip

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Esse post é dedicado ao meu bom amigo Filipe Sena e eu espero que lhe seja útil e traga alegria.
Já me pediram um strip de presente de aniversário e eu não dei, pois embora a boa vontade seja muita, a coordenação motora e o desprendimento social são poucos. Mas, como eu sou uma pessoa boa, segue um top de músicas legais pra fazer um strip, pra que você que tem tanto boa vontade quanto coordenação motora e desprendimento. Só subir no salto e caprichar no pole dance.
 
5. Jessie J – Sexy Silk – A kiss can last all night… Your love’ll seduce me nibble and bite but oh no, no no, whoa whoa, go slow, baby don’t oooohh. Toda uma coisa elétrica e rebolante.
4. The Coasters – Down in Mexico – a culpa é do Tarantino. Desde que ele fez Death Proof dez entre dez sonhos de lap dance que eu acabo sabendo é com essa música. Poucas pessoas ficam bem de shortinho que nem a Vanessa Ferlito. E né? Dançar de frente pro espelho ignorando a realidade achando que tá linda, quem nunca?

3. Koop – Strange Love – Desde que eu ouvi a primeira vez, tenho a sensação de que comprando o cd original, vem o mastro do pole dance. 
2. Moloko and Portishead – Fun for me – Já é conhecido que o Portishead tem essa veia libidinosa, mas nessa música com o Moloko, e sem querer parecer descrição de perfume, dá pra sentir toda uma voluptuosidade rebolante e se transfigurar numa super gostosa dos antigos calendários Pirelli (antigos porque o de 2012 saiu esses dias e nas palavras do meu amigo Renato Benites “é o ensaio mais chato do ano e o ano nem começou ainda”).
1. Etta James – I Just Wanna Make Love to You – um clássico. É aquele Parananan que toca na sua cabeça sempre que você pensa em strip. É o tipo da música que a Mônica Bellucci escolheria pra fazer um e é a primeira escolha de todas as grandes entradas cinematográficas que a gente imagina na vida usando aquele vestido de fenda na perna e meia 7/8 com cinta-liga.
Quem me vê falar assim, não sabe o que é ser descoordenação motora.
Agradecimentos especialíssimos a @porrapedro e @renatobenites que ajudaram na pesquisa, esses lindos.