Listão dos livros 2015

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tumblr_l9h5sr9Jyv1qdhfo7o1_500Em primeiro lugar, esta blogueira voltará a escrever aqui.
Em segundo, vamos lá fazer nossa tradicional lista de livrinhos lidos esse ano que terminou, felizmente.

1.    Tamanho não importa – Meg Cabot
é um livrinho de uma série da Meg, o terceiro, salvo engano. E é exatamente igual aos outros da mesma série. Podem ler deboas porque é engraçado e cheio de verdades. Adoro Heather, melhor pessoa. Muitas verdades sobre tentar fazer as coisas direito e não ceder perante a sociedade que fica só chamando ela de gorda.
2.    Vale tudo, o som e a fúria de Tim Maia – Nelson Motta
é legalzinho.
3.    Libertina – Nana Pavoulih
muito melhor que 50 tons de cinza, mas com os mesmos problemas.
4.    Chéri a Paris, um brasileiro na terra do fromage – Daniel Cariello
são crônicas sobre o tempo que o autor passou na França. É muito legal, vou procurar  mais coisas dele pra ler depois.
5.    Trilogia 50 tons de cinza – E L James
Crepúsculo softporn ridículo, mas sem vampiro brilhoso.
6.    A torre das Almas – Eduardo Spohr
é só um conto e eu nem gostei muito. Parece que falta coisas.
7.    Gorda, solteira, 30 anos, procura – Janaina Rico
Pfffffffff Foi quando eu comecei a pensar em parar de explorar as sugestões que a amazon me dá.
8.    Tamanho 42 e pronta pra arrasar – Meg Cabot
é legal também.
9.    Double Header: my life with two penises – Diphallic Dude
Esse livro fez de mim uma pessoa muito melhor. Sério. É a história real de um cara com dois pintos e todos os problemas que ele teve pra lidar com isso.
10.    O maravilhoso agora – Tim Tharp
nhé
11.    Proibida – Nana Pavoulih
melhor que 50 tons.
12.    Não sou uma dessas – Lena Dunham
é excelente. Abriu minha cabeça pra uma série de coisas sobre feminismo e padrões e ser quem se é.
13.    Marilyn Monroe and Joe Dimaggio – James Bankes
Quando eu assisti Smash, fiquei obcecada por Marilyn e saí procurando saber tudo. Apareceu esse “livro” na amazon e eu comprei, mas tem a profundidade de um pires.
14.    Ferida – Nana Pavoulih
eu queria saber o que acontecia. É a sequência de proibida.
15.    Todos os meus amigos estão mortos – Avery Monsen e Jory Jonh
esse livrinho é totalmente sensacional e maravilhoso. Eu ria tanto na livraria que fui abordada por um senhor perguntando o motivo. Humor negro da melhor qualidade.
16.    A probabilidade estatística do amor à primeira vista – Jennifer Smith
é um desses ya fofinhos sobre meninas e meninos. Achei legalzinho. O filme ia ser bem legalzinho. Meio A culpa é das estrelas, só que sem câncer.
17.    O irresistível café dos cupcakes – Mary Simses
esse é um desses livros pra ler numa sala de espera, não dá nenhum trabalho, a história é meio óbvia fofinha e não te deixa nervosa.
18.    A dieta que sempre funciona – Alfredo Halpern
um dia eu tento.
19.    A verdade é uma caverna nas montanhas negras – Neil Gaiman
Gaiman tem problemas. Ainda bem.
20.    The good luck of right now – Mathew Quick
Esse livro é sensacional. Eu sei que eu sou suspeita pra falar porque eu adoro Matthew Quick, mas é sensacional. Vou até comprar a versão em português para fins de ter todos os que saíram no Brasil, mas olha, muito amor por Bartholomew e Richard Gere.
Eu tenho um amor profundo pelos pirados de Quick.
21.    Quase uma rockstar – Mathew Quick
outro livro muito amor sobre gente quebrada. Gente que se quebra. E gente que sai dessa.
22.    A noiva é tamanho 42 – Meg Cabot
bem, ela casou.
23.    Incontrolável – Lara Smithe
não sei mais nem do que se trata.
24.    Ligações – Rainbow Rowell
Eu te amo, Arco-Iris.
25.    Ser feliz é assim – Jennifer Smith
é um desses livros fofinhos. Nem me lembrava mais também.
26.    Jazz – Luís Fernando Veríssimo
Veríssimo fala sobre jazz e dá pra ouvir a música enquanto você lê o livro.
27.    Sete anos bons – Etgar Keret
uma descoberta maravilhosa. Totalmente maravilhoso.
28.    A terra dos meninos pelados – Graciliano Ramos
uma releitura gostosa. Eu li quando criança e, depois de ler agora, ainda adoro.
29.    Isla e o final feliz – Stephanie Perkins
eu morro de vergonha, mas eu adoro esses livrinhos.
30.    A melhor coisa que nunca aconteceu na minha vida – Laura Tait
zzzzzzz
31.    Quem é você, Alasca? – John Green
gostei bastante. Bem melhor que o teorema Katherine.
32.    Simplesmente acontece – Cecília Ahern
fui ler pensando que era uma história legalzinha sobre uma moça e um rapaz que quando adultos descobrem que são apaixonados. Nhooooo, né? E até é assim, bem… mais ou menos. É um livro sobre duas pessoas que são amigos a vida toda, mas a moça só se lasca e o cara vai embora estudar medicina em Harvard. E a menina tá lá, toda lascada na vida mal conseguindo evitar o próprio afogamento. Mas ela consegue, ai quando ela finalmente consegue se livrar e superar todas os perrengues que ela teve que superar, ele chega lá pra ser lindo. “ah Anna, vai dar spoiler?”. Vai dizer que você pensou que era diferente? E digo mais, eles ficam juntos só quando ela já tá na menopausa. Blé.
33.    Uma história de amor e toc – Corey Ann Haydu
garota conhece garoto. Só que os dois têm toc. O cara é #ficagrandeporra #nopainnogain #vivaowhey  e a menina é pirada stalker. Ela acha que se não perseguir os caras coisas horríveis vão acontecer. E ela se fere. É legalzinho por ser em primeira pessoa, e dá pra entrar na cabeça da pessoa obsessiva mesmo. Comecei a me beliscar lá pela página 65, mas foi tudo.
34.    Mosquitolândia – David Arnold
Min Malone não está nada bem. Mas se sua mãe tivesse internada numa clínica psiquiátrica, seu pai tivesse te drogando contra a sua vontade porque você brincava de faz-de-conta aos 6 anos e sua madrasta tivesse grávida, você também não estaria.
35.    Perdido em Marte – Andy Weir
SENSACIONAL. Engraçado. Vejam o filme também.
36.    A vida secreta das abelhas – Sue Monk Kidd
Esse livro é necessário. Eu tenho muita coisa pra dizer dele porque ele é um livro pra pensar sobre muita coisa. E é estranho que sejam tantas coisas pra pensar e um livro tão curto. Mas ó, cês tem que ler.
37.    Frank, a Voz – James Kaplan
o primeiro volume da biografia de Frank Sinatra é espetacular. Não acho que tenha como uma biografia de Sinatra ser ruim, uma vez que o enredo é cheio de plot twist e tantos acontecimentos, mas o trabalho minucioso de Kaplan faz as páginas passarem voando.
38.    Star Wars – Academia Jedi – Jeffrey Brown
nhoooooooooooooooooim. Também quero ir pra academia Jedi.
39.    Turma da Mônica Lições – Vitor e Lu Cafaggi
tadinha da Mônica.
40.    Vá, coloque um vigia – Harper Lee
traumático. Não que seja ruim, porque não é. Mas…. POR QUE?-chora em posição fetal – não existem amendoins confeitados suficientes no mundo pra me curar da depressão de ter que ler isso.
41.    Pequena Abelha – Chris Cleave
Coisas horríveis lindamente escritas.
42.    A princesa sob os refletores – Meg Cabot
depois desses livros deprimidos e reais, a vida da princesa abestalhada foi um bálsamo.
43.    A princesa apaixonada – Meg Cabot
Agora é que ela tá abestalhada mesmo.
44.    Vivian contra o apocalipse – Katie Coyle
várias pessoas foram “arrebatadas” e ficou um pessoal aí lutando contra os fanáticos religiosos no suposto apocalipse. Engraçadinho. Desconfortável também. A pessoa fica lembrando do facebook por causa dos fanáticos religiosos.
45.    Novembro de 63 – Stephen King
ótimo. Mas aí tem aquele final bizarro. Leiam que eu quero debater.
46.    A princesa a espera – Meg Cabot
mais tretas da realeza.
47.    A princesa de rosa shocking – Meg Cabot
eu amo Grandmére.
48.    A princesa na balada – Meg Cabot
véi, na boa.
49.    A princesa em treinamento – Meg Cabot
eu odeio o JP.
50.    A princesa no limite – Meg Cabot
Eu odeio o JP. Vai Thermopolis!
51.    O presente da princesa – Meg Cabot
começo a achar que eu preciso de novos propósitos na vida.
52.    Princesa Mia – Meg Cabot
preciso mesmo.
53.    Os Conjurados – Jorge Luis Borges
não desistam de mim ainda, mas achei bem mais ou menos.
54.    Princesa para sempre – Meg Cabot
PRINCESA PARA SEMPRE OH YEEEESSSS
55.    O casamento da princesa – Meg Cabot
ela casou e tava grávida. Não precisa ter vergonha da sua prima. Eu sempre vou te amar, Fat Louie.
56.    Nova Antologia poética – Vinícius de Morais
Eu não gosto muito de poesia.
57.    Ídolo teen – Meg Cabot
eu prometo que em 2016 vou ler melhor.

As coisas que eu quero

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Eu quero comprar aquela cozinha do catálogo. Quero aquela mesa amarela. Quero aquela vista. Todas as crianças fazendo bagunça cedo demais no domingo. Aquela música tocando fora de hora. Aquela risada cúmplice. Aquele hotelzinho em meio de mês. O cheiro dos pés de hortelã perto dos de alecrim. O molho de tomate dos meus tomateiros. O cheiro de pão assando. A fruta do pé. Ficar suja de manga espada. Ensinar a se sujar de manga.
Eu quero aquele dia de preguiça. Aquele filme de sessão da tarde. Aquele suspiro cansado de meio de semana. Quero aquele vinho, ouvindo aquela música. Quero o cheiro de pão assando de novo, quero geleia caseira. Quero a casa cheia para sonhar com a casa vazia. Quero os livros, todos eles. Quero aquele vestido velho, a camisola nova, o jeans preferido, a blusa rosa.
Quero o cheiro da minha vida, com os temperos dos outros lugares. Quero o sol nascendo na janela. Quero meus amigos chegando quando o bolo terminou de assar.
A mesa cheia de gente e de comida. Quero ouvir minha respiração, sentir meu coração e ter paz quando olhar em volta.
Mas vou parar de ler jornal, porque se eu continuar lendo, vou querer tudo isso bem longe daqui.

Nasceu o Cachorros de Bikini

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Nasceu por esses dias o Cachorros de Bikini, de Filipe Sena. O blog já nasceu bem mais sério e responsável que este meu surrado caderninho, então fico bem segura de recomendar que passe lá, leia e se divirta com os pensamentos aleatórios de Filipe sobre o mundo.

O blog é atualizado três vezes por semana (segunda, quarta e sexta) e eu sei que é puxado pra quem me lê, já que eu atualizo o blog 3 vezes por ano, se muito, mas vão lá acompanhar Cachorros de Bikini que vale muito o clique.

Resenha: Cinquenta tons de cinza

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Enquanto eu lia o primeiro volume, Cinquenta Tons de Cinza, eu me incomodei MUITO com o Grey. Nada contra o sadomasoquismo, cada um sabe de si e se funciona para você e a/o parceira (o) curte e pode responder por si mesmo, pode se jogar feliz no Quarto Vermelho da Dor e cair de boca em grampos genitais. Não é da minha conta. O problema do livro é essa coisa demente de confundir fetiche com abuso.

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Ele é o clichê do cara traumatizado e abusado que sofreu muito e se fez na vida mas não conseguiu superar, só que é tão clichê e batido que TEM que ter dado trabalho. Eu também estou falando do psicológico, porque os aspectos físicos do Sr. Grey são aqueles de sempre: ele é lindo, malhado, gostoso, tem olhos penetrantes de um cinza que muda de cor, é másculo e tem um pau enorme, obviamente. Deus nos livre de uma história vagamente sensual com um cara com um pau com menos de 24 cm. Deus nos livre de um cara que não dê choque quando encosta na mocinha também. Deus nos livre do cara ser pobre, por favor.

"Christian Grey se olhando no espelho"

“Christian Grey se olhando no espelho”

A mocinha também é mais do mesmo: olhos azuis, boca carnuda, não sabe que é linda e tem uma cara de inocente, é virgem (!!!!) e pobre. Claro que ela é pobre né gente. E aquela coisa de sempre, como a Bela do Crepúsculo, ela entra na relação abusiva chamando o abuso de cuidado e de trauma. E sim, dá vontade de estapear a mulher com toda a raiva que toda feminista sente quando lê que o cara dá choque quando toca nela.
Outra coisa bem comum desses livros todos é que, seguindo a tendência daqueles romances Nova Cultural da banca de revista, a mocinha é inocentíssima quase ou virgem e inexperiente enquanto o cara comeu o continente inteiro mas, obviamente, nunca se apaixonou por ninguém.

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Mas 50 tons de cinza vai muito além na estupidez. 50 tons de cinza é inominável. É um incômodo. É aquela sensação de que algo está errado. A doidinha  lá é virjona no final da faculdade porque nunca se interessou por ninguém – rá – e a própria personagem diz que a razão disso é que a mãe dela se casou várias vezes. Aparentemente existe um episódio na infância dos personagens que justificam toda a sorte de coisas na vida adulta deles. E na verdade, mesmo virjona, ela cai nas graças do cara-lindo-dominador-zilionário-misógino-do pau grande e ele quer transar com ela – mas só isso, ele não faz romance porque ele é traumatizado por um passado horrível e tenebroso cuja cura só se dá por fetiches sexuais, e de repente o pau dele é tão grande que tem um campo gravitacional do qual ela não pode se afastar porque ela acha que ele só gosta dela porque ele é traumatizado.

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A heroína virjona tem a estima de uma toxicômana que vende o corpo por uma pedra de crack e de saída, escolheu – não, “escolheu” não é o verbo certo, já que depois que ela viu todos os apetrechos do sadomasoquismo gourmetizado do Mr. Grey, ele decidiu que ia tirar a virgindade dela – perder a virgindade com um cara que antes de qualquer coisa, obrigou a moça a assinar um termo de confidencialidade. Não sei vocês, mas eu fiquei com vontade de levar a moça na delegacia da mulher mais próxima.

Daí o cara faz o imenso sacrifício de transar com ela sem usar coisas que possivelmente a impediriam de trabalhar, e logo depois ela é levada de volta a própria realidade com um contrato na mão que lhe diz o que ela deve comer, quando, que horas, quantas horas deve dormir e quantas vezes deve se exercitar. E quando ela deve estar inteiramente a disposição do cara que ela não pode tocar. A única obrigação dele é pagar a conta. Não que ela seja uma prostituta, mas ele que vai pagar tudo. Vocês estão acompanhando ne?

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E aí ela decide, lógico, que ela vai salvar esse homem da vida dele. E passa o livro inteiro sendo abusada psicologicamente, afastada dos amigos, sofrendo o diabo na mão dele – com vários orgasmos no processo – para no final – finalmente – se sentir ofendida e sair de lá e devolver todos os brinquedos caros que ele lhe deu. Porque, meus caros, não era estúpido o suficiente ela ser perseguida, humilhada, afastada, ter a liberdade cerceada e ser afastada do seu livre consentimento, ela tinha que passar por tudo isso sendo comprada com presentes óbvios. Um celular, um computador, um livro caro e um carro. E por mais que seja doloroso para os fãs da Apple, um iphone é só um telefone, um macbook é só um computador e um Audi é um carro.
Eu vi, certa vez, um anúncio de um iphone de segunda mão usado por R$500,00 que sequer ligava. O anúncio dizia que era ótimo para levar para a balada e dizer que descarregou. E vendeu. E é isso que é mais doloroso sobre 50 tons de cinza. É essa incômoda sensação de que aquilo ali é retardado, horrível, mas é possível. E isso é muito mais incômodo do que o ridículo dela ser virgem e assinar um contrato pra poder discutir sexo com o cara com quem ela quer ir para a cama e do que ela fazer um boquete maravilhoso logo de primeira, porque né? Deus nos livre de uma virgem que nunca se tocou na vida ser ruim de cama e deixar o dominador insatisfeito.

 

imagens: mean girls art history

Listão de livros lidos em 2014

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  • Ano passado eu estava toda feliz que era ano novo (!) e tive a estúpida ideia de me dar uma meta (!!) sobre livros que eu leria no decorrer do conturbado 2014. A ideia original era ler os livros que eu já tinha e me dedicar aos grandes nomes que lotam prateleiras da minha estante, mas que eu não lia já tinha um tempo graças ao gosto recém adquirido por livros bobinhos despretensiosos.
    Ia começar por uma edição de As Ilhas da Corrente de Hemingway, mas essa ideia morreu logo de saída porque decidi que ia finalmente concluir os 3 capítulos que faltam pra terminar O Senhor das Moscas. Também não rolou. Eu ganhei um livro lá da segunda temporada de Percy Jackson e acabou vencendo a ideia de que leria todos os meus livros “inteligentes” quando terminasse os bobinhos.
    E ia ler um livro por semana.
    (!!!)
    Eu sabia que conseguiria. Só não achei que fosse ser tão apertado e tão questionável. No meio do processo eu peguei uma gripe que se recusou a me largar e entre febre, nebulização e soro, fiquei bem dois ou quatro meses e como não consegui voltar com o mesmo ritmo, dia 21 de dezembro faltavam dez livros em dez dias e foi ótimo correr contra o tempo.
    Vamos lá mostrar o listão:
    1.    O mar de monstros – Rick Riordan
    Comecei a ler os livros de Percy Jackson porque ganhei O Herói Perdido de natal e todo mundo disse que era legal ler Percy Jackson antes, daí tava eu obcecada com mitologia grega em pleno janeiro com todo mundo na praia.
    Curti pra caramba.
    2.    A maldição do Titã – Rick Riordan
    3.    A batalha do labirinto – Rick Riordan
    4.    O último olimpiano – Rick Riordan
    Que Héstia tome conta dos nossos lares.
    5.    A canção de Aquiles – Madeline Miller
    Como eu falei, eu tava obcecada. O livro conta a história da Ilíada, só que contada por Pátroclo, o marido de Aquiles. Comprei pela capa, pelo contexto. Comecei achando chatíssimo porque eu sou um caminhoneiro e toda aquele trelelê poético tava me enchendo o saco muito mais do que curtindo. Só que eu adoro a história e teve uma hora em que o livro simplesmente me pegou e do meio pro fim eu já tinha me apaixonado por Aquiles e desapaixonado. E por Pátroclo, que eu amo até hoje, por Ulisses e até por Agamenon e por Quíron. Adorei mesmo.
    6.    Abandono – Meg Cabot
    Comprei porque tava na vibe da mitologia grega, ai comprei esse porque era baseado no mito de Perséfone. O livro é uma droga. Nem vou terminar a série. Mais fraco que caldo de bila.
    7.    Segredos de Menina – Maitena Burundarena
    Eu adoro Maitena desde Mulheres Alteradas e achei que o primeiro romance dela ia ser um ótimo modo de abrir meu apetite pra outra coisa que não fosse grego (nessa época também viciei em iogurte grego. Pois é.
    Mas a verdade é que estava de ressaca ainda da Canção de Aquiles e não consegui me ligar muito a ele por umas semanas, mas ainda bem que me liguei porque o livro é ótimo. Ela narra o cotidiano de uma adolescente na Argentina dos anos 60 e é muito bom pra ver o cenário político peronista.
    8.    Diário de um banana: Rodrick é o cara – Patrick Jeffrey
    Fiquei de castigo esperando maridon na livraria e só deus sabe o quanto eu adoro essa série.
    9.    Os últimos quartetos de Beethoven – Luis Fernando Veríssimo
    Eu sempre volto a Veríssimo porque os amores mais antigos têm sempre um jeito especial de te fazer bem. E eu adoro o Veríssimo desde que consegui mais capacidade de leitura do que Ivo Viu a Uva.
    10.    Diário de um banana: A gota d’água – Patrick Jeffrey
    Novo rolê na livraria.
    11.    Os pequenos perpétuos – Jill Thompson
    A primeira gn do ano. Eu li porque eu adoro Sandman e compro tudo o que se ligue a Neil Gaiman ainda que rapidamente. Os desenhos são fofos fofos, mesmo que de um jeito meio esquizofrênico.
    12.    Habibi – Craig Thompson
    Eu ADORO esse cara desde Retalhos, mas nada me preparou pra Habibi. É totalmente espetacular. Ele relaciona trechos da Biblia com o do Corão e eu tenho um monte de coisa pra dizer dele, mas não quero estragar a surpresa. Leiam. Sério.
    13.    Eleanor & Park – Rainbow Rowell
    Ganhei esse livrinho e comecei a ler pensando que ia ser legal pra recuperar o tempo da minha ressaca pós Canção de Aquiles. Jovem tola eu. Eleanor & Park tem a sensacional característica de ser mais e ao mesmo tempo ser o que quem lê entende que seja. Quem só quer uma bobagenzinha sobre um garoto e uma garota no ensino médio encontra, mas quem quer um draminha complexo com auto aceitação e problema sério de verdade, também encontra.
    Eu nunca pensei que ia gostar de ler alguma coisa que uma pessoa chamada ARCO ÍRIS escreve, mas olha, fiquei fã de verdade. Totalmente espetacular e vocês lendo distopia idiota.
    14.    O filho de Netuno – Rick Riordan
    Precisava saber a sequência ne?
    15.    A marca de Atena – Rick Riordan
    16.    A festa de Delirium – Jill Thompson
    A sequência dOs Pequenos Perpétuos.
    17.    Bruxos e Bruxas – James Patterson
    Fiquei muito surpresa de descobrir que James Patterson escreve livros pra jovens adultos, pensei que só escrevia coisa de detetive que lia na adolescência.
    18.    Do amor e de outros demônios – Gabriel Garcia Marquez
    O AMOR DA MINHA VIDA ESSE HOMEM, vivo dizendo isso. Aí ele morreu e eu fiquei triste arrasada desiludida da vida e comprei um monte de livro que eu não tinha dele e agora to lendo um por ano pra economizar, já que a fonte secou pra sempre.
    Mas do amor e de outros demônios é espetacular desde o princípio, com aquela apresentação que sozinha é muito melhor que vários livros inteiros bons que existem por aí.
    19.    A casa de Hades – Rick Riordan
    A essa altura eu já tava me cansando de Percy Jackson
    20.    O começo de Tudo – Robyn Schneider
    Encontrei na internet uma lista de livros pra quem curtiu “a culpa é das estrelas” e esse tava no meio, eu li e gostei. Não é nada muito espetacular não, mas é divertido.
    21.    A extraordinária viagem do faquir que ficou preso num armário Ikea – Romain Puértolas
    Comprei pelo título, afinal, vamos combinar que é o melhor título de todos os tempos. O livro é super divertido e eu ri muito com a falta de noção mas não de oportunidade do faquir que ficou preso num armário Ikea. Vale muito a pena.
    22.    Mary Poppins – P. L. Travers
    O amor. O amor.
    23.    Todo dia – David Levithan
    Esse livro aparecia na lista dos livros pra quem gostou de A culpa é das estrelas, e achei promissor porque o David Levithan escreveu um livro que deu origem a um filme que eu gosto muito: uma noite de amor e música, mas a verdade é que eu li Todo Dia e o livro é uma merda.
    24.    O Dom – James Patterson
    É a sequência de Bruxos e Bruxas. A série é fraquinha, só li porque terminava sempre tenso e eu precisava saber como acabava. É uma distopia boba, mas é melhor que umas que vi por aí.
    25.    Claros sinais de loucura – Karen Harrington
    Esse livro é uma ternurinha. A menina coleciona palavras, tem um diário secreto e morre de medo de ficar louca. É uma história muito comovente de uma pessoa que passa por um inferno a vida toda e ainda precisa se fingir de que tudo está normal e lidar com coisas adolescentes normais como dar o primeiro beijo.
    26.    O fogo – James Patterson
    A terceira parte da série dos bruxos. Parei por aqui porque achei que terminou num gancho legal e dei por encerrada a minha necessidade de saber o fim. O quarto volume se chama O Beijo, pra quem tiver interessado. Eu não estou.
    27.    Os Goonies – Steven Spielberg
    Saiu pela Darkside a versão “romance” do filme que acho que vi mais vezes na vida – e todas ótimas – e eu tinha que ler. O livro é tão bom quanto.
    28.    De repente acontece – Susane Colasanti
    Engraçadinho nhem nhem nhem blé. Mesma coisa de um monte desses livrinhos saindo agora. Sexy sem ser vulgar, mas muito bobinho.
    29.    O projeto Rosie – Graeme Simsion
    Eu ADOREI esse livro. É a história de um professor de matemática com os dois pés no autismo nunca diagnosticado que nunca teve uma namorada que cria um questionário pra encontrar a esposa ideal. O livro é escrito pela ótica do personagem e tem um humor involuntário muito bem colocado. Emprestei a minha mãe pra ler e ela disse que era o livro de Sheldon de Big Bang Theory e que não tinha paciência.  (acabei de descobrir que lançaram a sequência desse livro totalmente delicioso e já estou aguardando ansiosamente a edição em português)
    30.    A lista de Brett – Lori Nelson Spielman
    Achei esse livro muito confortável. Foi bom me deitar na rede e não ver o dia passar porque estava vendo as coisas acontecerem, ora obviamente, ora não, mas sempre muito tranquilo. Rolou até identificação pessoal minha com a personagem principal, o que é estranho, já que eu sempre amo/sou algum secundário charmoso ou não.
    31.    Fangirl – Rainbow Rowell
    EU TE AMO, ARCO IRIS ROWELL.
    32.    O menino do dedo verde – Maurice Druon
    Tava adorando, aí no final tinha um anjo e eu odiei.
    33.    Todos os meus amigos são super heróis – Andrew Kauffman
    Esse livro é muito simpático. Talvez seja o livro mais simpático de toda essa lista. Meu amigo Filipe Sena me emprestou e eu me esqueci completamente de devolver até ver o livro nessa lista. Todos os meus amigos são lindos.
    34.    Uma longa queda – Nick Hornby
    Não sei se vocês sabem, mas Nick Hornby construiu meu caráter. E esse livro é totalmente maravilhoso – mas o filme é uma droga, não vejam – e eu queria muito ter pensado em contar uma história de gente que se conhece no alto de um prédio na noite do ano novo tentando se matar. Mas, como sempre, felizmente Nick Hornby pensou primeiro. Ufa.
    35.    O céu de Lilly – Fábio Barreto
    Gosto de Fábio Barreto desde os tempos do Orkut. E ele sempre foi ótimo, seja falando de cinema, seja escrevendo conto de ficção científica.
    36.    A velha casa na colina – Fábio Barreto
    Ele também é ótimo escrevendo terror.
    37.    Anna e o beijo francês – Stephanie Perkins
    Super fofex. Tem essa menina que vai estudar em Paris e a vida dela muda. É muito fofex delicinha, não tem tanta profundidade mas é bom pra um sábado de tarde na rede.
    38.    Lola e o garoto da casa ao lado – Stephanie Perkins
    É fofex delicinha que nem Anna e o beijo francês, vou continuar lendo a autora porque tem hora que tudo o que você precisa é um livro fofex delicinha.
    39.    Dizem por aí – Ali Cronin
    É o segundo volume da série “garota <3 garoto” e meu deus que livro retardado. Eu precisei dar crédito no começo do livro por ser um livro retardado pra meninas mas que não tinha um virtuosismo sobre como a virgindade é uma coisa que se você tem, você é boa e se não tem é biscate. “o começo de tudo” também é assim. Só que a medida em que o livro avança fica uma coisa bastante clara: se você é mulher e tem uma vida sexual ativa mas não tem um parceiro fixo jamais encontrará o amor porque o cara de quem você gosta de verdade vai ficar inibido. Ou seja. ¬¬. É tipo um skins, só que bem ruim, cheio de slutshame. Não tive paciência.
    Uma merda em dose pra cavalar.
    40.    Anexos – Rainbow Rowell
    EU TE AMO MUITO ARCO ÍRIS ROWELL!!!!!!!!!!!!
    Aguardando ansiosamente todos os outros livros dela irem morar juntinhos na minha estante.
    41.    Tamanho 42 não é gorda – Meg Cabot
    Meg Cabot é muito inconsistente. Ela precisa de um filtro. Mais Heather Wells e menos seja lá o que for aquilo em “Abandono”. E olha, tamanho 46 também não é gorda.
    42.    Música de Câmara – James Joyce
    Eu ganhei esse livro de um amigo muito querido de presente de natal e foi o meu primeiro livro de poesia na vida. Olha, eu adorei. A poesia de Joyce desse livro normalmente se perde na tradução, mas nesse caso o tradutor conseguiu recriar completamente a musicalidade do original. Totalmente espetacular. Não consegui largar.
    43.    Tamanho 44 também não é gorda – Meg Cabot
    Não é mesmo.
    44.    Daqui estou vendo o amor – Carlos Drummond de Andrade
    Como era bom o menino Drummond, né?
    45.    Educação – o roteiro – Nick Hornby
    Totalmente ótimo. Vejam o filme também.
    46.    A menina do capuz vermelho e outras histórias de dar medo – Angela Carter
    Tive um ou outro pesadelo relacionado com esse livro.
    47.    O presente do meu grande amor – vários autores
    Eu comprei apenas porque tinha um conto – ótimo – de ARCO ÍRIS ROWELL e acabei gostando de muitos outros e odiando outros. O livro é tipo 70% bom e 30% entre desnecessário e idiota.
    48.    Batman: a piada mortal – Alan Moore
    O amor. O amor.
    49.    Quem poderia ser a uma hora dessas? – Lemony Snicket
    Divertidinho.
    50.    Astronauta- magnetar – Danilo Beyruth
    Eu to curtindo pra caramba essas histórias da turma da mônica escritas por outras pessoas.
    51.    Astronauta: singularidade – Danilo Beyruth
    É melhor que magnetar. Mas eu gosto muito do Astronauta.
    52.    Bravura Indômita – Charles Portis
    Eu ADOREI esse livro. Só isso que eu comentarei.
  • 53. O Sangue do Olimpo – Rick Riordan
    que esqueci de colocar, mas li também.